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SÉRGIO MAESTRELLI

GILBERTO FRÉCCIA – FUTEBOL E ELIANE


UFC – Os jogadores e suas madrinhas num momento de colocação de faixas. Gilberto com a madrinha Zulma Luciano. Ao fundo, observamos o cabo aéreo com suas lendárias caçambas transportando carvão e passando pela estação coberta no Bairro São José,


Do significado de seu nome

Elegante e forte, o nome Gilberto tem origem a partir do germânico Gisilbert, formado pela junção das palavras “gisil”, que significa “garantia, testemunho” e “beraht”, que significa brilhante, ilustre, famoso. A igreja católica tem um santo britânico, “São Gilberto”, comemorado em 4 de fevereiro. Se o Brasil tem o Gilberto Gil, Urussanga, com orgulho, tem o Gilberto Fréccia.


Das suas origens

Ele nasceu em 5 de setembro de 1941, hoje com 84 anos com perfil de 60 anos. Filho de Bruno Fréccia e Gervina Bez Batti. Seus nonos paternos, Humberto Fréccia e Santina Felippe; seus nonos maternos, Caetano Bez Batti e Maria de Pellegrin. Casou com a cocalense Marly Galli e teve os filhos Narriman, Rorgres (Roger) e Marlon. Seus netos, Cassia e Arthur. Gilberto tem origem numa família de 8 irmãos: Cláudio, Gilberto, Marilda, Adalberto (Tilico), Marlene, Neca (Maria das Graças Marilze Fréccia Néry), Carlos Alberto (Kiko) e Leoberto ( Léo). Hoje ele reside na Cônego Luiz Gilli, realizado e de bem com a vida.


De sua trajetória escolar

De 1957 a 1960, com dezesseis anos, foi aluno da Escola Industrial de Florianópolis. Gilberto relembra eufórico os desfiles de sete de setembro com a banda do Exército em frente à catedral. Lembra do Paula Ramos Esporte Clube, tradicional clube desportivo da capital, fundado em 15 de dezembro de 1937. Gilberto praticou esportes por lá. Em Florianópolis, porém com o pensamento em Urussanga, ele lembra das viagens das caçambas do Bairro da Estação à Rio Carvão/Santana. Nem só carvão as caçambas transportavam. Esporadicamente pessoas desciam e subiam por elas em seus cabos com seu balé característico. Lembra com saudades do Mineral, do Barbado, o chefão e lembra das rivalidades entre jogadores e torcidas nos jogos do UFC com aquele time de Santana. Sua mente viaja lembrando o vitorioso Gibi, seu parceiro de zaga. Recorda de Vitório Da Ré Zanatta, caminhoneiro que sempre atrás de bons jogadores “comprou” o Gibi do Urussanga e o levou para o Metropol.


Da sua trajetória no futebol

Gilberto, como qualquer guri bom de bola, começou jogando com pés descalços e depois com o famoso tênis conga, talvez o kichute, nos campinhos de futebol da infância em vários locais do município. As chuteiras só chegariam anos depois. Em seu período de estudos em Florianópolis, optou pelo remo. De volta a Urussanga, foi jogador profissional do UFC, do Comerciário Esporte Clube, atual Criciúma, Independência Futebol Clube, Juventus, Montreal futebol de salão, onde se sagrou campeão contra o Omapava nos tempos inesquecíveis do De Bridão com seu gramado, digo, com campo de terra batida. Lembra de seus companheiros da camiseta azul – Do Ademir Tóti De Brida, Didjo da Madalena, Juca, Chula, Tona, Zé Maria. Do Omapava, Valci Benincá, goleiro Casca, Paulo Bez Batti, Nego Bez Batti, Nico Concer, Schambeck. Da Velha Guarda, Toninho, o Bugio, Lelei. Ernesto Mariot. A palavra OMAPAVA provém de “O” de Odilon Barbosa, “MA” de Marco Nunes, “PA” de Paulo Bez Batti e “VA” de Valci Benincá, segundo o respeitado professor Vicente de Bona Filho. Quando a sua atuação virou destaque na defesa do UFC, os olheiros do futebol quiseram levar o atleta para o Metropol, mas por influência e opção de seu pai e pelas mãos do Goes, advogado, foi para o Comerciário. Lulu Nicolazzi convenceu o pai Bruno e o levou para um teste nos gramados de Criciúma. Disse Lulu: “se ele jogar o que jogou hoje aqui em Urussanga, ele vai ficar por lá.” E ficou. Gilberto recorda as inúmeras partidas no UFC, no Comerciário, no Independência, no Juventus, no Montreal. Disse que se sentia feliz e realizado por ter usado muito bem o seu pé manejando uma bola.

Lembra dos jogos do UFC com o Independência de Rio América, quando mulheres fanáticas chegavam a sacudir o alambrado. Elas gritavam para os jogadores do Independência afirmando: “pega esse pênalti, porque se não pegar, vai apanhar quando chegar em casa.” Faziam mais barulho do que os foguetes soltados pelo torcedor fanático Olívio Dal Bó, que depois de estourados, os dava para mim, meu padrinho de batismo lá da Rua do Sapo. Olívio Dal Bó, pedreiro de mão cheia, sempre com cigarro na boca, o primeiro a ter televisão na Rua do Sapo no início da década de 60, na época da antena com bambu, instalada pelo comerciante de móveis e eletrodomésticos Domingos Bez Birollo. Não custa registrar que o UFC só ficou conhecido no mundo após a década de 90. Nós tínhamos o UFC desde o ano de 1931. O mundo conheceu o Mac Donald apenas após a segunda Guerra Mundial. Nós já tínhamos o Mac Donald desde 1913. La Nostra Benedetta tem piloto que não voa, tem Lordy que não é da realeza... Competir com Urussanga não é nada fácil. Amador dança na primeira rodada do torneio. Gilberto hoje integra o clube dos últimos Moicanos do UFC, juntamente com o goleiro Fidelis De Brida, Celinho e Juca.

Na próxima edição, a trajetória do atleta depois da bola, sua caminhada nas Empresas Eliane e da Marly o amor de sua vida.



Em 1967, ano do cruzeiro novo, na época do governo de Costa e Silva, Gilberto era a fortaleza na defesa do Comerciário Esporte Clube, atual Criciúma Esporte Clube.


ATTENTI RAGAZZI


“O 1º bem após a saúde é a paz interior”. Vereadora Rosimeri Aparecida Mafra da Silva.

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