SÉRGIO MAESTRELLI
- MARCIA MARQUES COSTA

- 16 de abr.
- 4 min de leitura

Em maio de 1999, Walter Marcelino em frente à sua “Barbearia Waltinho” no Bairro das Damas, ao lado do Bar e Mercado Bozelo.
SOBRE A SEMANA SANTA
Duas reflexões. A primeira: não se tinha nem chegado na 3ª Estação da Via Sacra na procissão do Senhor Morto, na noite de 6ª Feira Santa, que teve fiéis se ajoelhando na calçada por pisar em falso. Quem acompanhou a procissão e se deslocou pelas calçadas da Presidente Vargas e Praça Anita, pagou uma penitência bem maior que os demais que caminhavam no meio da rua. Vereadores preocupados com a acessibilidade no parque (necessária), que o cidadão utiliza uma vez por ano. E o que dizem os nossos vereadores sobre as calçadas, cujo urussanguense transita diariamente? O Poder Público precisa dar o exemplo: antes de se exigir dos proprietários, deve reformar as calçadas em frente aos órgãos públicos. A calçada do DEPLAN é um exemplo. O órgão que fiscaliza, primeiro deve fiscalizar o seu quintal. Na sequência, agências bancárias, escolas... A segunda reflexão é sobre o Monte Calvário na 6ª Feira Santa. Parece que não são somente as tradições como roubo de galinha ou malhação de Judas que praticamente desapareceram. Sobre a malhação de Judas, o motivo deve ser a preguiça e quanto ao roubo de galinhas, o motivo é óbvio. Não há mais galinheiros na cidade. O Calvário é um local que a cada ano que passa, fica mais vazio de fiéis. Neste ano, a presença dos mesmos foi irrisória. Um contraste com os anos passados em que, da madrugada até ao meio dia, duas procissões ocorriam simultaneamente, uma que subia e outra que descia. Era o encontro anual com muitos amigos. Adão Bettiol sempre comandava terços no local. A Igreja precisa efetuar celebrações religiosas naquele local durante aquele dia.
O PRÉDIO DO ANTIGO IAPETEC

O prédio que já abrigou o SUS e a Secretaria de Saúde num passado recente continua jogado às traças, ou melhor, aos cupins. Na semana passada, foi constatado pelos bons observadores de ambientes que parte do telhado ruiu, caiu. Deveria ter caído na cabeça de alguns políticos que administram a coisa pública. Não desejaria nenhum acidente grave, mas pelo menos que desse um bom susto neles. Vereadores de todos os partidos deveriam acionar os deputados estaduais e federais pela causa. De todos os partidos, a responsabilidade maior é do diretório municipal do PT, afinal, estão no poder. Um membro da Executiva do partido nos afirmou que o caso é de solução complicada, pois há um imbróglio jurídico. E onde não tem imbróglio jurídico neste país? É preciso lembrar que a caneta que nomeia, demite; a caneta que legaliza algo, torna ilegal; a caneta que autoriza, suspende. A caneta que junta, também pode espalhar. Então, políticos, usem a ponte aérea Urussanga-Brasília para cuidar de coisas macros, e quem sabe desatar esse nó vergonhoso. A luta pela construção do prédio do IAPETEC foi grande no passado. A novela vai ter um final conhecido. Os políticos deixam desabar tudo e depois buscam verbas para a restauração. A coisa tá mole, mas vai endurecer. Quando o povo se comportar mais como lobo e menos como ovelha dócil, a coisa muda. Urussanga não pode se tornar uma nova Pompéia. Na Itália as ruínas dão lucro, aqui somente dor de cabeça.
PÍLULAS
Vale-alimentação para vereadores dos municípios de Ermo e Pedras Grandes. Surgiu uma dúvida. Os suplentes também estão na relação? Será que já receberam os primeiros vales? Perdeu-se totalmente o senso da vergonha. Um fato para os próprios vereadores irem ao espelho e afirmarem: “Fica vermelha, cara sem vergonha. Fica vermelha”. Como a cara não ficou vermelha, então o projeto deve ter sido aprovado. E o povo só assistindo, apático. Mas os vereadores têm razão, afinal “vereadores bem alimentados produzem mais”.
Calçadas em Urussanga, todos falam, todos comentam, mas ninguém age para modificá-las.
Juliana Turazi foi visitar o neto no Velho Continente e como sobremesa, conheceu a Itália. Suas impressões: “Monumentalidade em todos os sentidos e em todos os lugares. Quanta grandiosidade! Ninguém volta igual depois de uma viagem dessas”. É vero.
“Páscoa é tempo de enterrar, de deixar para trás aquilo que pesa. Quem acredita, consegue.” Pe. Valdemar Carminati.
“Dizem as más línguas que a capivara que hoje produz “estragos em experimentos” chegou à Estação Experimental da Epagri na época da chefia do Sérgio Maestrelli, quando foi introduzido um casal vindo do Verde Vale do Itajaí.” Quem inventou essa, tem senso de humor. É Fake News, PPK, mas confesso que tenho simpatia por esses animais e sou um comprometido com a causa animal. E por falar em EEUR, o registro de muitos cidadãos é de que o cenário com lagoa seca para combater as capivaras está horrível. Turismo precisa de belas paisagens. Antes elas eram.
Observa-se em repartições governamentais que “Desacato ao Servidor Público é Crime.” Concordo. Agora, quando o servidor público desacata, menospreza ou desrespeita o cidadão é o quê?
Alguns nos indagaram: “Em que situação se encontra o Museu do Baesso na Linha Rio Maior, para o qual muitos urussanguenses doaram peças? Qual foi o destino delas? Está funcionando? Ou vai voltar a funcionar?” Em caso negativo, mais um empreendimento em Urussanga com vida abreviada.
Quem deixa o mato alto tá chamando cobra.
ATTENTI RAGAZZI
“Sempre haverá queijo e salame na mesa. Basta saber cortá-los”. Do Caderno de Receitas e das anotações de sabedoria da nonna Amália Mariot Costa. É vero




