Vereador é barrado em agência bancária
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 20 horas
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Durante uso da tribuna da CMU, na terça-feira, 5, o vereador Erotides Borges Filho - Tidinho, relatou episódio ocorrido em agência bancária do município, onde afirma ter sido impedido de entrar devido ao uso de prótese de quadril.
Segundo ele, a situação representa descumprimento da legislação
vigente e desrespeito aos direitos das pessoas com deficiência. “A lei garante acessibilidade e proíbe qualquer tipo de constrangimento, e isso não foi respeitado”, afirmou.
O parlamentar explicou que a legislação brasileira assegura atendimento adequado a pessoas com próteses metálicas, prevendo alternativas à passagem por portas giratórias com detectores de metal. Ele destacou que a recusa de acesso, sem oferta de solução alternativa, fere princípios básicos de dignidade. “Não é simplesmente barrar e deixar a pessoa esperando do lado de fora”, criticou.
Tidinho também ressaltou que documentos como laudos médicos e exames são válidos para comprovar a condição, não sendo obrigatória a apresentação de carteirinha específica. Para ele, a exigência exclusiva desse tipo de documento demonstra desconhecimento da lei. “Um laudo com assinatura digital deveria ser suficiente para garantir o acesso”, pontuou.
O vereador afirmou ainda que situações como essa podem gerar
responsabilização judicial das instituições financeiras, especialmente quando expõem clientes a constrangimentos públicos. Ele relatou que outro idoso também foi impedido de entrar no local e aguardava atendimento. “Em vez de prioridade, a pessoa com deficiência acaba sendo barrada”, lamentou.
Por fim, o parlamentar declarou que, apesar de não tomar medidas legais neste momento, espera que o caso sirva de alerta. Ele defendeu maior preparo dos funcionários e respeito aos direitos garantidos por lei.
“Quando o direito vira favor, a gente passa a depender da boa vontade, e isso não é inclusão”, concluiu.




