Panorama - mil e seiscentas edições registrando os feitos da nossa gente
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 1 dia
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Nessa sexta-feira 8/05, o Jornal Panorama circula com sua edição de número 1.600, evidenciando uma história de persistência que é escrita há 33 anos.
O Jornal, esse que acompanha os cidadãos desde a manhã de café nas mesas de bar, nas salas de espera ou nas cozinhas das casas, chega hoje a mais um marco inédito, sendo o único semanário da cidade a alcançar esse feito.
Enquanto as redes sociais piscam e desaparecem em segundos, o jornal impresso permanece. Sobre a mesinha da sala. Guardado na estante e documentando a vida real da cidade, com nomes, rostos e histórias que importam a quem vive aqui e a quem buscará informações no futuro.
Chegar a 1.600 edições é feito notável.
Não pelo número em si, mas pelo que ele representa: continuidade em tempos de descontinuidade.
Muitos jornais desapareceram, engolidos pelo imediatismo das redes sociais e os altos custos de impressão.
Mas aqui no Panorama, toda semana, uma equipe maior ou menor, com mais ou menos recursos, senta-se à frente de um computador para contar a história da cidade.
Diferentemente de grandes portais, o redator, o repórter e os colunistas do jornal Panorama são figuras conhecidas. Passeiam pelas ruas, tomam café no mesmo bar, conhecem os lojistas. São acessíveis.
Uma mãe pode ligar reclamando de um buraco na rua ou pedindo para homenagear uma filha. Uma associação pode chamar para cobertura de evento. Um cidadão pode cobrar uma posição em relação a determinado assunto e até solicitar espaço para expor sua opinião.
“Isso tudo cria uma relação de parceria entre os cidadãos e o jornal. Certamente foram milhares de histórias contadas, ilustradas, arquivos de fatos que jamais seriam registrados de outra forma. É uma memória da comunidade que permanecerá viva nas páginas do Panorama” explica a editora Marcia Marques Costa.
Da edição número 1 até esta, muita coisa mudou. Infelizmente, dos personagens da primeira capa, nosso primeiro colunista de esportes - o saudoso Aldo Bonissoni já está em outro plano, assim como o primeiro prefeito de Cocal do Sul - Ítalo Zaccaron também falecido. O time de futsal campeão em 1992, já não pode mais ostentar o nome de Móveis Pérola, uma indústria de móveis urussanguense que já não existe mais.
Mas o Fato Dito e Feito continua sendo o espelho do arrojo da nossa gente que, enfrentando ou mesmo sucumbindo a dificuldades, é capaz de buscar novos caminhos e continuar escrevendo sua própria história.




