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SÉRIO MAESTRELLI

PADRE GUILHERME MENEGAZZI BARBOSA



Habemus um novo “prete”, depois de uma semana com 35 missas em solo urussanguense. No Ano Domini de 2025, no dia 19 de julho às quinze horas, os sinos da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, os sinos da torre do Pe. Luiz Gilli soaram festivos, dobraram para todos os cantos da terra, num mundo globalizado pela internet e também para os céus anunciando um novo padre para cuidar do rebanho de Cristo. Na abertura da ordenação sacerdotal, o pároco Pe. Giliard afirmou que estávamos em festa. Não era apenas a festa do Guilherme, de sua família, do Reginaldo, Sandra e Marina, era a festa de muitos amigos, de muitos devotos. Era a Festa da Igreja e da paróquia Nossa Senhora da Conceição. Era a festa de Urussanga, era a festa de toda a Diocese de Criciúma. Mais um dia histórico para a nossa paróquia que foi fundada em 1907 e completa nesse mês 118 anos. A cerimônia realizada no Centro de Pastoral da Matriz transcorreu com o recinto lotado, como nunca eu havia visto antes, e com uma organização impecável. Tudo funcionou como uma orquestra. A cerimônia começou com o canto “Que teus filhos hoje e sempre vivam todos como irmãos”, uma missão dificílima de ser seguida. E que tudo o que for feito em palavras e obras seja feito em nome de Jesus Cristo. Além de 33 padres, muitas freiras, dentre elas, a Irmã Salete voltando para rever amigos em Urussanga e a Irmã Isaura, que irá se ausentar de nosso meio para tratamento de saúde em Curitiba e com os votos de Urussanga para que ela logo retorne a este chão sagrado. Um dos momentos mais emocionantes da cerimônia ocorreu na cena em que o futuro Pe. Guilherme se despede de seu pai, Reginaldo, de sua mãe Sandra e de sua irmã Marina. No ar, a mensagem: “agora meus pais e irmã, a minha família é a igreja”. Sentado numa das centenas de cadeiras brancas que ocuparam todo o local, observei muitas pessoas ao meu redor em lágrimas pelo comovente momento. O tempo vai misteriosamente com Deus trabalhando o coração humano. Guilherme consagra a sua vida a Deus atendendo o dom da vocação, atendendo o dom do “Fui chamado”. É a manifestação do amor nos levando à perfeição. Como registrou Pe. Giliard, ainda somos analfabetos na linguagem do coração. Somos a unidade na diversidade. Pe. Guilherme Menegazzi Barbosa, em tom solene exatamente às 16 horas, disse ao bispo Dom Jacinto Inacio Flach o seu: “Quero e prometo obediência” e na sequência o diálogo entre os dois: “A paz de Cristo esteja contigo. E o amor de Cristo nos uniu.” Depois o abraço e a benção de 33 padres em fila indiana. Era coroinha, acólito, estudante do Barão, estagiário da Previdência Social e depois diácono. Agora, fechando um ciclo da vida, é padre. Na imagem, o momento do padre Guilherme ao afirmar “Eu quero”. Como afirmou Cristo, “não foi você que me escolheu. Fui eu que escolhi você”. Em seu pronunciamento, Pe. Guilherme registrou a sua caminhada nas paróquias por onde circulou Brusque, (Paróquia São Pedro de Gaspar/SC, Paróquia São Francisco de Assis de Blumenau/SC, Paróquia de Barreiros em São José/SC, Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Maracajá/SC, Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe de Boa Vista em Criciúma/SC, Paróquia Santo Agostinho de Rio Maina/Criciúma e agora inicia o seu trabalho apostólico como padre na Paróquia São Paulo Apóstolo no Bairro Michel/Criciúma. Agradeceu a todas as pessoas indistintamente que o apoiaram neste dia, e nos meses e anos anteriores durante o seu período de estudos, com orações e com apoio financeiro. Serei eternamente grato a todos vocês, disse ele. Não se esqueceu e lembrou carinhosamente de seus avós falecidos paternos, Renato Machado Barbosa e Jucélia Masiero e os avós maternos Ernestide Menegazzi e Luzia de Souza. No final da cerimônia, em momento de descontração e humor, Pe. Giliard, ao observar a Sandra que cuida da cozinha e dos demais cômodos da Casa Paroquial, que recebeu uma semana de folga e que é a mãe do Guilherme, com lágrimas escorrendo pelos olhos, disse: “Sandra, para de chorar. Deixa para chorar segunda-feira pela manhã com a louça empilhada de uma semana para lavar”. O bom humor alivia ambientes. Pe. Giliard também anunciou com anuência do bispo Dom Inácio, as tratativas para o início da produção do vinho Goethe Canônico.

E ontem, domingo, dia 20, Dia do Senhor, às 10 horas, a sua primeira missa. No dia em que Armando Bettiol completava 95 anos, eis que ele recebeu um grande presente: a ordenação do padre Guilherme. Ele que foi um entusiasta dessa caminhada, desde os tempos em que Guilherme era estagiário da Previdência Social.

O grande amigo Armando Bettiol é a soma de três enciclopédias: Delta Larousse, Barsa e a Enciclopédia Britânica. E o que dizer ainda sobre o Pe. Guilherme? Que ele não perda nenhum daqueles a quem o Senhor irá lhe confiar. Que ele siga o lema sacerdotal escolhido e retirado do profeta Jeremias: “Amei-te com amor eterno e te atrai com misericórdia.” Que a palavra da vida o acompanhe. Que a alegria do Senhor seja a tua força. Que longa e positiva seja a sua caminhada no anúncio do Evangelho de Cristo, que seja uma caminhada carregada de amor e de misericórdia. Que haja compaixão e apoio aos que estão vivendo no erro e na fraqueza, características da alma humana. Que por onde você andar, que Cristo acompanhe você. E encerramos este texto com um “Bendito aquele que vem e que vai em nome do Senhor.” E o que dizer para o Reginaldo, a Sandra e a Marina? Dizer o que o Pe. Agenor nos disse numa sala do Paraíso nos tempos do Curso Primário: “Quando um filho abraça a sua vocação e se dedica à Igreja no ‘Me chamaste? Eis-me aqui. Envia-me’, o lugar dele na família não fica vazio, porque naquela família aquele lugar será ocupado diariamente por Cristo”. Que assim seja! Amém.


VINHO DE MISSA GOETHE?

Nos momentos finais da ordenação sacerdotal do Pe. Guilherme, o Pe.Giliard anunciou que, com a aprovação do bispo Dom Jacinto Inácio Flach, terá início as ações para em breve ser produzido por parte da Paróquia de Urussanga, o Vinho Goethe Canônico. Será o Goethe Rosê. Na Itália, praticamente todos os vinhos canônicos são da classe Rosé, registrou Giliard. A uva Goethe nasceu em 1851 em Salem, Massachusetts, EUA, pelas experiências com vinhas efetuadas pelo pesquisador Edward Rogers. Surgiu a Rogers 1, batizada como Goethe, que foi para a Europa no Império Austro-Húngaro e chegou ao Brasil, em São Paulo, através do viveirista Marengo, aportando em Urussanga na bagagem de Giuseppe Caruso Mac Donald, fundador da maior vinícola de Urussanga, e vai fazendo história. O Vinho Goethe, que nas décadas de 30 a 60, viajou por todo o Brasil, do Pará ao Chuí, do Cerrado às praias do Nordeste, que reinou no Rio, então capital do país na Era Getúlio Vargas, agora amplia a sua longa caminhada, a sua trajetória permeando na religião com a produção do vinho Goethe canônico. Temos orgulho e satisfação rara em ter integrado e abraçado no nosso período da chefia da Estação Experimental da Epagri de Urussanga, com Renato Bez Fontana na Gerência em Criciúma e com Nazareno Dalsasso Angulski na Diretoria Administrativa em Florianópolis, o Projeto ProGoethe.

Em 25 anos com a Associação ProGoethe, o vinho Goethe, o vinho branco de Urussanga, conquistou a Denominação de Origem, prêmio máximo do vinho brasileiro. Uma conquista de muitas mãos. Dentro e fora da Epagri e com o suporte e o apoio do então presidente Athos de Almeida Lopes, com o Sebrae, com a UFSC, MAPA, INPI, UNESC e com os produtores. E uma curiosidade histórica fartamente por mim documentada e arquivada. A trajetória do renascimento do Vinho Goethe na EPAGRI- EEUR, não foi um balé.

Teve momentos de Faixa de Gaza. Arranjamos muita discussão, muitas inimizades, muitas intrigas, muito ciúme. Na época, os pesquisadores em sua maioria não aderiram e bombardearam o projeto com uma enxurrada de e-mails pejorativos, depreciativos, menosprezando o projeto conforme atestam nossos arquivos.

Muitos de meus colegas erraram o passo e caíram no vazio da história ao apostar na derrocada do projeto Goethe. Alegavam que o vinho Goethe era apenas um produto e um assunto paroquial de Urussanga e não da EEUR que era uma unidade de pesquisa com produtos agrícolas regionais, e em determinadas áreas, projetos de abrangência estadual. Para superar essa questão, pus em prática e afixei no mural da empresa a filosofia de Arthur Schopenhauer que preconiza: “Uma verdade ou ação num primeiro momento é fortemente ridicularizada. Se a ridicularidade não vencer, então, vamos para a segunda etapa. Ela é violentamente antagonizada. Se o antagonismo também não vencer, passe-se, então, para a terceira etapa, ou seja: ela é forçosamente e fatalmente aceita.” Foi o que aconteceu com o Goethe.



E não é que eles tinham razão! O Goethe agora, num futuro próximo, como o vinho canônico, o vinho de missa de Urussanga e de toda a diocese realmente se tornou um assunto paroquial de Urussanga. Nada como tempo para assentar toda a poeira, seja ela cósmica ou humana. É o vinho Goethe fazendo história. É Urussanga exportando vinho Goethe e polenta para todo o mundo, com ou sem as tarifas de Trump. Na imagem, Pe. Giliard feliz com esta decisão e iniciativa. Ele já resgatou a Festa do SCJ em julho, da Imaculada Conceição em dezembro e criou a Festa da Nossa Senhora da Piedade, “Lá Pietà”, em setembro. E agora com o Vinho Goethe ele segue escrevendo mais história. Grande Giliard, Giliard grande! O casamento entre Nova Veneza e Urussanga até agora só produziu boas safras, bons frutos. Entre outros, com os membros da família Mondardo, Daminelli, com Bortolotto e agora com Cesconetto Gava. E eu? E eu sentindo aquela expressão apropriada para a ocasião. Estou com a alma lavada e enxaguada, como diria Odorico Paraguaçú, prefeito de Sucupira lá da distante Bahia, quando se deliciava, degustava, saboreava e se deleitava com o licor de jenipapo com as irmãs Cajazeiras, e isso tudo, no horário de expediente.



Registramos com enorme satisfação o trabalho do vendedor de vassouras Daniel MateusTixiliski, do município de Nova Fátima-PR. Paraná. Satisfeito aqui em Urussanga afirmando que vendas é um setor que o realiza. Segundo ele, a família Tixiliski é encontrada no Brasil, na América do Trump, na Austrália e evidentemente na Polônia.


PÍLULAS


  • Na última campanha política, Jornal Panorama sugeriu que o PT urussanguense desse aquele abraço no prédio do IAPETC, antigo SUS na Barão de Rio Branco que fechado e sendo deteriorado, para nada serve.

  • Que o partido gestionasse junto à União para que esse patrimônio fosse transferido ao município. No calor da campanha, o partido abraçou a causa e iniciou tratativas.

  • Com o fim do período eleitoral nada mais deve ter andado, acredito eu.

  • Uma pergunta à amiga advogada e integrante do PT, Marlene Zannin: O assunto está em trâmite, murchou ou morreu?

  • O PT tem que dar o exemplo ou ele também acabará integrando a vala comum de muitos partidos em que tudo é rapidamente esquecido, pois todos apostam na memória curta do povo brasileiro.

  • Na relação dos padres nascidos em Urussanga, afirmávamos que eram sete. Na realidade, foram oito até o momento. Por uma falha grave nossa, esquecemos do grande amigo Pe. Orlando Cechinel. Pela falha, peço perdão.

  • Pe. Gilli nos proporcionando uma aula de educação moral e cívica, afirmou que não se bate palmas após a entoação de hino, seja ele o nacional, estadual ou municipal. Quando a gente aprende algo mais, nos aproximamos mais de entender determinados mistérios. E eu vou além.

  • A salva de palmas foi uma invenção do ser humano para os momentos de glória, de júbilo, de grandeza, de alegria extrema.

  • Não entra na minha mente essa história de bater palmas em momentos tristes, como por exemplo nos velórios e enterros. Não cabe tal procedimento. Algo fora de contexto.

  • A AURAS sempre apresentou anualmente no Centro de Pastoral da Matriz (CPM) seu bazar com os produtos artesanais. Neste ano, sob o comando da presidente Gicelda Rosso Bez Fontana, a sua equipe (que é enorme) inovou colocando os clubes de mães e idosos e seus magníficos trabalhos também numa tarde ensolarada na Praça Anita. Ideia espetacular.

  • Político ou gestor público só age e funciona sob pressão. O setor que mais se organiza e pressiona leva e os demais desorganizados e sem poder de pressão ficam a ver navios ou barquinhos de papel. Portanto, cidadão, saiba se posicionar.

  • E não é só a jabuticaba a ser oferecida ao presidente Trump que está em jogo. Segundo a imprensa nacional, 77 mil toneladas de frutas aguardam exportação para os EUA. A produção de manga é a mais ameaçada. Não dá para bobear e nem afirmar e divulgar bravatas. Davi vencer Golias com uma funda foi um fato único na história.

  • O caminho da Serrinha de Rio Carvão/Santana que nos leva ao Giardinetto Ristorante recebeu roçadas e limpeza total nos canais de drenagem e bocas de lobo. Uma ação da Secretaria de Obras (Robson e Henrique) e com o empenho do vereador líder do Governo Jaison Vieira Barreto. Ponto positivo. Então como diria aquele: “Segue o líder”.

  • O Governo Federal irá começar a ressarcir os nove milhões de aposentados com os reais que foram surrupiados de seus vencimentos por uma quadrilha dentro do próprio Governo. Foram 6 bilhões desviados para o bolso dos espertos que hoje estão gastando em Miami, Paris, Roma, Leblon, Copacabana, Angra dos Reis... na modalidade livres e soltinhos da silva. A realidade é que quem desvia bilhões nesse país vive assim e quem usa batom em estátua pega 14 anos de xadrez. Quer dizer então que o Governo Lula está ressarcindo os aposentados prejudicados com dinheiro que já é do próprio povo? E os bilhões quando voltarão ao lugar de onde nunca deveriam ter saído? Esqueça esse assunto, pois se você acha que esse dinheiro vai voltar, vá procurar um psicólogo. Sua situação mental é gravíssima.

  • Segundo a Edith, lá nos altos do morro Brasília que mergulhou de cabeça, de mente e de coração na leitura da Bíblia, os quatro grandes profetas da Bíblia foram três: Moisés e Elias. Então, tá.

  • “Unidos somos um grande time. Divididos somos time de várzea. E o futebol, depois do petróleo, é o produto que mais movimenta dinheiro no mundo” – Moacir Fernandes, o eterno presidente do Criciúma Esporte Clube.

  • “O pior defeito de uma pessoa é não saber ouvir.” Alvanir Miotello, a Nena da Baixada, em reunião no Rotary Club em sua sede no parque municipal Ado Cassetari Vieira. Então nada vou falar ou acrescentar. Vamos ouvir.

  • “Dizem que cada um colhe apenas o que planta. Isso se alguém não colher antes. E eu que só plantei eucalipto? Tô lascado”. Brizola de Santana, em reflexão retirada do seu caderno de anotações filosóficas.


ATTENTI RAGAZZI

Cumprimentos à editora, amiga, colega acadêmica e escritora Marcia Marques Costa. Imperdível a leitura da página escrita por ela sobre um emblemático personagem de Urussanga: Francesco De Césaro, urussanguense de Igne – Longarone-It nesta edição.

Página para além de ler, guardar e arquivar no cofre. A história me fascina, me deixa super eletrizado. No passado está a essência, no presente quase sempre a mesmice e no futuro as incertezas.



 
 
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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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