SERGIO MAESTRELLI
A EDUCAÇÃO NO MEIO RURAL
O fechamento de escolas rurais enfraquece as comunidades e acentua desigualdades. “Perdemos a identidade, o ponto de encontro e a referência que era a escola. É lá que fincamos o pé no chão e criamos raízes”, segundo Isaac Ribeiro, líder comunitário em Valo Novo/MG. “O fechamento de escolas acaba levando também ao fim de muitas comunidades”, segundo Mônica Molina, pesquisadora da UnB. Trata-se de um silencioso processo de erosão cultural no meio rural. Optou-se pelo discutível caminho do melhor custo/benefício, optou-se pelo caminho do “dá-lhe van, dá-lhe transporte escolar”, muitas vezes estressante e cansativo para os alunos. O fenômeno é nacional e Urussanga logicamente está inserida. Temos algumas escolas em nosso meio rural abandonadas e citamos como exemplos a antiga escola Isolada Rio Ferreira, antiga escola isolada da Coxia Rica - São Donato, proporcionando visões deprimentes. São mortos que as autoridades se esqueceram de enterrar.
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

A Escola de Educação Básica Barão do Rio Branco está comemorando 85 anos de fundação. Oitenta e cinco anos encaminhando crianças para o futuro. Em frente ao Grupo Escolar na década de 50, no tempo em que bicicleta com farol, espelho retrovisor e buzina era considerado automóvel, o mecânico Virginio Maestrelli e o seu primo Aldo Trento. Lá se foram mais de 70 anos. A história deste educandário está registrada no livro “Do Tibúrcio ao Barão” de autoria de Márcia Marques Costa que foi publicado em 2011.
A MISSÃO MAIOR DO ROTARY CLUB
O Rotary precisa garantir que as próximas gerações não se lembrem mais da poliomielite. O clube de serviço está na cruzada contra essa doença há mais de quatro décadas. O clube ajudou a vacinar mais de 3 bilhões de crianças. Erradicação de 99,9%. Mas 99,9% não são 100%. O vírus continua endêmico ainda em dois países: Afeganistão e Paquistão. Enquanto ele circular em qualquer lugar, crianças de toda parte continuarão em risco. A missão continua. “O último quilômetro de qualquer jornada pode ser o mais difícil” - Olayinka Hakeem Babalola, Presidente do Rotary Internacional.

Cesário Cancellier, do Rancho dos Bugres para o Rio Maior e do Rio Maior para as páginas do Panorama. Ainda não atendemos o convite do amigo para tomar um vinho e uma cachacinha em sua casa. Mas o dia vai surgir. Na imagem, ao lado de Cristiano Spadel Sebastião, na Rua do Mercado Ceara.
Foto da Semana

O lixo de cada dia, da geração do descartável.
PÍLULAS
Finados. O primeiro milagre dos mortos é fazer com que os vivos se reencontrem.
Na última sessão legislativa predominou temas rasantes e bizarros: falta de meio fio, lajota solta, bocas de lobo sem tampas, bocas de lobo entupidas, lâmpadas queimadas, lixo espalhado, buracos em vias públicas, goteiras em edifícios públicos. Os vereadores, pressionados pelos eleitores, são obrigados a tratar de tais temas, em detrimento da discussão dos grandes entraves do município. É agenda para a Secretaria de Obras e não para uma Câmara Legislativa.
“Não resolvemos seus problemas, mas tem café”. Já é um bom começo para um “Doce Sonho”.
A eleição passou. Foi superdoce para alguns e amarguíssima para outros. Uns no tim-tim e outros chutando o balde e pisando no penico. Faz parte do jogo democrático.
Passada a eleição e passando a peneira, a realidade é esta. Existem dois Brasis. Um Brasil lulista e outro bolsonarista. A exemplo do mandato que está se encerrando, o Presidente Lula dificilmente conseguirá agregar o Brasil por inteiro. E tudo indica que a polarização surgirá ainda com maior força em 2028 nas eleições municipais. Lula ganhou as eleições e irá governar meio Brasil. E se Bolsonaro ganhasse, ocorreria o mesmo. Iria governar meio Brasil.
Sobre as polêmicas listas de empresas e pessoas: Temos nojo do preconceito, seja ele de que natureza for. Lembrando Albert Einstein que registrou: “O homem conseguiu entrar no átomo e domá-lo, mas ainda não conseguiu domar os preconceitos.” Vereadora Bruna Salvador se posicionou sobre conversas nas redes que andam incentivando a intolerância política.
No meu tempo tinha só o Hugo. Hoje temos, além do Hugo, o “Gugou”.
Volta a ser discutido, por alguns fora da órbita, o Movimento “O Sul é meu País”. O Sul é meu país, o Norte é meu país, o Sudeste é meu país, o Centro-Oeste é meu país e o Nordeste é meu país. Como se separar do Nordeste com praias, peixe frito, graviola, camarão, forró e lambada? Sou a favor, inclusive, de rediscutir o Uruguai que era também território brasileiro com a denominação de Província Cisplatina.
“O povo quando fala, ou é ou está para ser. Vamos tomar um trago da ‘engasga gato’?” Sinhozinho Malta, em Roque Santeiro, para a viúva Porcina.
Na Avenida Presidente Vargas convivem o positivo com o negativo. O positivo é a restauração do patrimônio cultural, agora sede da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Urussanga, um patrimônio que escapou da demolição na Administração 2013-2016. O ponto negativo é a Sociedade Recreativa Urussanga (SRU). Por lá, nada viceja de boas ideias, viceja apenas o verde. Situação deprimente para um local que foi palco de grandes acontecimentos de Urussanga no passada. Poder Público e a Comunidade precisam trilhar um caminho visando uma solução.
“Um homem que não para em casa, acaba parando em muitas outras casas.” A sogra do Sinhozinho Malta, em reprise pela Rede Globo, uma obra prima com sabor bem brasileiro.
Leitor de 85 anos dá a sua opinião sobre as polêmicas da nossa história. Disse ele: “Maestrelli, il rebarton, a discórdia, a barufa e a barafunda não nasceram em Urussanga. Elas já vieram juntas no navio em alto mar, herança de uma Itália em erupção e confusão”. É vero.
Esta notícia que anda rolando nas esquinas que o Grupo Amici Della Polenta foi convidado para efetuar o “Tombo da Polenta” na posse do Lula em janeiro de 2027, não confere. É Fake News. Alegre-se com o bom humor. Ele afasta as doenças do corpo e do espírito.
E você aí, que por desconhecimento ou preguiça mental, apela sempre para a inteligência artificial, tome cuidado, porque em algumas pesquisas não prevalece a IA e sim a Ignorância Artificial. Ela pode ser um galho muito fino para se apoiar. Pode servir de parâmetro, mas não como ato conclusivo.
Dentre aqueles que não terão direito ao fim da escala 6x1, estão aquelas pessoas com ensino superior e salário acima de 21 mil reais por mês. Um amigo nosso aqui da Benedetta se enquadra na norma e ficou de fora da nova lei. Estava decepcionado e desapontado, mas não corre o risco de depressão, segundo a área médica.
O pão é o alimento mais antigo utilizado pelo ser humano. Segundo estudiosos, milênios antes de plantar trigo, o homem já fazia pão com cereais que encontrava pelo caminho. É por isso que pão na Bíblia é sinônimo maior de comida.
Nas últimas sessões da Casa Legislativa, a nota musical desafinada chama-se “Falta de Fiscalização das Obras Públicas.
Não se trata de casos isolados, envolvem todas. Assunto foi tema dos vereadores Barreto, Ivan Vieira, Tidinho, Rosimere e da presidente Izolete Duarte Vieira. Tudo na base do facão. Obras que esnobam do tempo e com a qualidade em Marte.
Cientista belga leva Nobel de Física por caçar neutrinos no gelo da Antártida. Mundo estranho esse para o comum dos mortais. Você não acha?
E a construção de mini parreiras de uva Goethe continua em Urussanga. A Associação ProGoethe agradece. A cidade de Alma, localizada no estado de Arkansas, nos Estados Unidos, é conhecida como a “capital mundial do espinafre” e comercializa a marca de enlatados Popeye. Haja Goethe por aqui e haja espinafre por lá.
De um áudio para participar de um sorteio na rádio: “Costela, quero participar do sorteio da costela.” Quem mandou, esqueceu de se identificar, disse a comunicadora. Em seguida, novo áudio e o assunto foi esclarecido. O apelido do ouvinte é Costela. Então, o Costela queria ganhar uma costela.
Nem todo ladrão usa máscara. Alguns usam terno, outros toga. Alguns usam cartão e outros ainda pedem votos. Foi mais ou menos isso que disse Ninominduin.
E na crônica policial dos jornais: “Depois de umas bordoadas e quatro sopapos, ele estava consciente, porém desorientado”. Também, não é para menos. É para mais.
Mundo de contrastes. Aqui em Urussanga, a empresa Hidramix comemorando 18 anos “no pesado”. Em Cocal do Sul, o nosso amigo Arnaldo Zanatta Contessi comemorando 18 anos no “leve”. A empresa só lida com coisas leves. Só lida com isopor.
Neste feriado de Finados, percorri os cemitérios do interior.
Em todas as comunidades, a constatação de lixeiras abarrotadas e lixo espalhado num raio de 20 metros, demonstrando que o recolhimento anda para lá de deficiente.
Então, Departamento de Meio Ambiente, Secretaria de Administração ou órgão municipal a quem por atribuição cabe resolver, ao lavoro. Apenas campanhas de conscientização não removem o lixo acumulado.
ATTENTI RAGAZZI
“Entre o nascimento e a morte, tudo está sujeito à interpretação”.
Murillo de Aragão, colunista de Veja. É vero, porque para cada situação sempre haverá um “porém, todavia, contudo...”





