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SERGIO MAESTRELLI



Em algum lugar do passado, o pastel da dona Edith. Em 20 de Setembro de 1999, dia da Revolução Farroupilha no Rio Grande, depois de praticamente 25 anos fora da nossa terra natal, voltamos em definitivo. Para trás, 19 anos de Timbó, Blumenau e municípios do Médio Vale do Itajaí. Na chegada, logo após cruzarmos a ponte do Rio Palmeiras na divisa de Orleans/Urussanga, estacionamos o Corcel II PM 0003 no acostamento e com a Lacy efetuamos um brinde com vinho bordô afirmando: “Um brinde ao resto dos dias de nossas vidas. Agora vai começar o segundo tempo”. Na Benedetta, uma das primeiras visitas ocorreu na residência do seu Adelino e da Dona Edith. Fui lá buscar um dos sabores da minha infância e adolescência: o pastel da Dona Edite, inimitável, inigualável, insuperável. Ela produzia pastéis para os bares da cidade desde a década de 60. Consumir um pastel naquela época era coisa para a elite. A receita era tão bem guardada como a receita da Coca Cola. Seu Adelino, Dona Edith e os filhos Laudelino, Sandra e Vera fizeram e fazem parte da minha vida. Seu Adelino nos deixou em 2015 e a Dona Edith em 2019. A filha Vera, ex-funcionária do BB, agora divide o seu tempo com a interpretação de belos cantos religiosos no Movimento de Irmãos e com o Restaurante Tempero de Mãe, ou seja, Tempero da Dona Edith. Ela foi muito feliz na escolha do nome. Bom apetite.


PÍLULAS


  • E numa das últimas festas no nosso interior, o registro de uma conversa. “O mundo mudou, compadre. Agora o nosso vizinho abandonou a roça e tem uma trattoria. Mas é o que, essa trattoria? Uma venda de tratores? Não, não compadre, trattoria é um restaurante italiano de comida típica. No caso dele o cardápio são dois: queijo e polenta ou polenta e queijo. Acompanhando ambos os pratos, vinho, salame, copo, garfo e faca.”

  • Mais uma da série “A turma são fogo”. “Eu ainda vou fazer algum comentarista mal intencionado comer farinha.” Braz Ciseski, diretor de Indústria e Comércio. O Braz foi incompleto. Não informou se a farinha é a de milho, de mandioca, de arroz, de trigo e se é farinha comum ou integral.

  • Todo dia a gente aprende uma, ou duas ou até três. O repórter esportivo Marco Antônio Medeiros, numa de suas intervenções no jogo Criciúma 1 x 1 Botafogo, declarou que o zagueiro havia pego na orelha da bola. E eu com toda essa idade nem sabia que a bola tinha orelha.

  • E no debate político envolvendo diversos partidos, a presidente do PSD, Andresa Baldessar dos Santos, afirmando que algumas coisas se resolvem no pau do gato, são cumpridas no pau do gato, ou seja, no afogadilho, no minuto final.

  • Eu amo a rotina de cada dia da semana. E você?

  • Estudante da Unesc nos solicitou a informação do nome dos rios do Loteamento Dois Rios. Um é o Rio Urussanga e o outro é um riacho que não tem nome registrado no Departamento de Meio Ambiente, nem no DEPLAN e na Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga. Em conversa com o vereador Caio De Noni, o mesmo nos informou que este riacho nasce nas terras da Família Magagnin, então vamos batizá-lo de riacho Magagnin.

  • Enquanto isso, na 6º Feira na Stihl do Arnaldo, uma nonna se aproximando dos 80 anos solicitando corrente para a moto serra. Disse ela: “eu vou levar, mas se não for essa, eu trago de volta” e se virando para nós, comentou: “Quem tem fogão à lenha como eu, não pode ficar sem moto serra. No cabo do machado não dá mais.”

  • A mentira se espalha rapidamente, enquanto que a verdade sempre chega atrasada.

  • Como o tempo liquida fatos, modifica histórias, ideias e recoloca muitas coisas em seus devidos lugares. Na década de 60, eu e meus amigos da Rua do Sapo, quando observávamos adultos pedindo água mineral Santa Catarina com gás, comentávamos entre nós: mas que absurdo pagar para tomar água. Se fosse cerveja ou uma gasosa, o antigo nome do refrigerante, ainda daria para entender, mas pagar para tomar água era demais para as nossas cabeças. Hoje sou um consumidor diário de água mineral com gás.

  • Você já parou para observar a exuberância das azaleias pelas ruas de Urussanga? Um grande espetáculo da natureza.

  • O mês de agosto chegando ao fim, marca o fim da safra dos citrus de modo geral, uma das maiores dos últimos 20 anos. Em todo o nosso interior, nos pés de bergamota ou mexerica, tangerina, ponkan, murcott, lima, limãozinho, limão cravo, siciliano, taiti, galego, a chamada “laranja grossa”, laranja umbigo, não era o verde que imperava e sim o amarelo que dominava e realçava. A natureza deu um show, deu o seu espetáculo.


ATTENTI RAGAZZI


Sejamos pacientes, meus irmãos, neste mundo carregado de impaciência. Vejam como os agricultores aguardam com extrema paciência os frutos da terra.



Urussanga ficou menor com o adeus de Valmor Manoel Roque, 81 anos, nosso vizinho em Rio Carvão. A comunidade de Rio Carvão com grande participação na despedida na Capela Mortuária. Os componentes do Terço dos Homens prestaram uma bela homenagem com terço, cantos e relembrando os bons momentos vividos. Quando éramos pequenos e arteiros, quem cuidava de nós era a sua esposa, a Maria Della Bruna. Em 2013, Valmor com sua bicicleta, apelidada de magrela, diariamente fazendo o trajeto Casa-Igreja e Bar do Lagarto do Agenor Piva, o Terribille. Era o seu momento para conversar com os amigos. Amigos como o Valmor nos deixaram mais ricos nesta vida.

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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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