SERGIO MAESTRELLI
- MARCIA MARQUES COSTA

- 6 de ago.
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O engenheiro agrônomo Ivaldo Concer, em maio de 1999, na Avenida Presidente Vargas, defronte à Agropecuária Avenida, que em sociedade com o Heitorzinho, por muitos anos deu suporte à atividade agropecuária da região. O Crã foi um grande amigo, colega do Colégio Marista e colega de profissão. Por quase dez anos dividimos a leitura da Veja, Correio do Povo, Folha da Tarde, Jornal da Manhã, Zero Hora, que chegavam de Porto Alegre diariamente em Urussanga no escritório da Empresa Santo Anjo da Guarda. Por muitos anos foi o “Intendente da Perdigão” na Localidade de Olho D’Água.

A turma do Barão “de volta ao Barão”. No dia 1º de agosto, na Sociedade Recreativa Urussanga (SRU), ocorreu o primeiro encontro dos Formandos do BRB de 1973. Um reencontro emocionante com dezenas de participantes do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, todos agitados e com conversas que não terminavam mais. Não foi fácil controlar a turma para o cerimonial. Era uma algazarra total e não se conseguia obter o silêncio. Uma turma mais incontrolável do que crianças na sala de aula. Em nome dos ex-alunos, fez uso da palavra o ex-aluno Lévison Zappelini, o Vivi, que se concentrou nas sábias palavras “Deus e Gratidão”. Houve um Oh! e princípio de pânico quando alguém anunciou que estava com o histórico de cada aluno e suas respectivas notas. Ivanete de Jesus homenageou João Carlos de Souza por sua persistência na realização do encontro. E o músico Mário Pacheco, sempre impecável em suas apresentações, cantou a canção “A Lista” de Osvaldo Montenegro. O momento fez brotar muitas lágrimas nos presentes. Se você quiser saber quase tudo sobre o Barão, leia o livro “Do Tibúrcio ao Barão” de autoria de Marcia Marques Costa.

As professoras Neide Mazzucco Zanatta, Nilza Cancellier Delayte e Dalila Costa Guzatti foram as professoras que vieram abraçar seus ex-alunos.
Em nome dos mestres, a professora Nilza registrou que “o dia era um daqueles que Deus nos prepara para aquecer o coração. Não vejo mais alunos que um dia estiveram nas carteiras de aula. Vejo homens e mulheres que cresceram, amadureceram e construíram a sua história”.
PÍLULAS
Nossa querida família Fréccia com perdas. Nos últimos dias, Urussanga se despediu de Valdomiro Fréccia, 93 anos, o homem da JUCIL, tradicional empresa de massas e biscoitos. Na sequência sua irmã, Arlete Fréccia Salles, 88 anos, a professora símbolo da Língua Portuguesa. A família Zavarise também com a perda do Roberto, ex-rotariano. Ele integrou a emblemática Loja Hermes Macedo. Quando amigos partem, eles arrastam e levam consigo partes de nossas vidas também. Urussanga se encolheu. Tornou-se menor.
“Onde tem política e dinheiro, você tem que tomar cuidado”. Técnico do Criciúma Esporte Clube, Eduardo Baptista, se reportando ao acesso do time à Série A. É vero. Além do futebol, tem outras variantes neste processo com grande poder de fogo que podem melar a ascensão.
“Em toda a minha trajetória política como ex-presidente do Diretório Municipal do MDB, ex-prefeito por duas legislaturas, deputado estadual, presidente do DETRAN, nunca tratei a política com o fígado. Sempre dediquei respeito aos meus adversários e deles, muitas vezes, também tive”. Vanderlei Olívio Rosso, na noite dos 60 anos do “Partido Rosso Nero” em Urussanga.
Em Rio Carvão, algo em torno de 40 sacerdotes para comemorar o Dia do Padre. O evento ocorreu na Igreja de São João Maria Vianney, o patrono dos sacerdotes, e registrou também os 50 anos da transferência da imagem do santo da Mina Veloso em 1976. Missa e sopa no salão para concluir a ação. Trata-se da única igreja da Diocese que tem este santo como patrono.
No evento dos formandos de 1973 ocorrido na SRU, pudemos constatar que o local requer uma reforma geral para que ele volte ao brilho do passado. O Poder Público e a Sociedade Civil precisam tomar providências, pois nossos pais nos legaram esse belo patrimônio que a nossa geração não está tendo a capacidade de manter. O mesmo ocorre com outros locais da cidade, como o Paraíso da Criança e o prédio do antigo IAPETEC (INAMPS), a Caixa d’água do Hospital. São assuntos que os urussanguenses precisam equacionar, pois ao contrário de Pompéia, ruínas em Urussanga não atraem turistas.
Terroir – Seguramente você já ouviu ou leu esta palavra. Essa expressão francesa designa o local ideal para a fabricação de algum produto cuja qualidade depende de um equilibro entre temperatura, chuva, umidade, calor, solo e evidentemente o fator homem. Um exemplo mundial é o queijo elaborado no Norte Italiano, coração da região da Emilia-Romagna. O queijo parmigiano-reggiano, conhecido como queijo parmesão entre nós, custa em torno de 13,22 euros o quilo, ou seja, 78 reais. Um risoto ou massa sem ele constitui um sacrilégio para os italianos. Outro exemplo, agora de Urussanga, é o Vinho Goethe, raro, típico e único, utilizando a frase do ex-presidente da Associação ProGoethe, Renato Mariot Damian.
O monumento ao mineiro no trevo da Rodovia SC-108 e Genésio Mazon, depois de 20 anos, requer restauração e manutenção. O fato foi tema de discussão na reunião da CPMCUR nesta semana, assunto levantado pela conselheira Jaira Meneghel. Os vagões que deveriam conter carvão estão sendo confundidos por alguns como lixeiras a mais. Lá estão depositadas calotas de veículos, carteiras de cigarro, plástico, latinhas de cerveja. Infelizmente não foi constatada nenhuma rolha ou garrafa de vinho para pelo menos manter a tradição.
E a cidade já começou a ouvir o rufar dos ensaios dos tambores anunciando que o 7 de setembro logo virá. Um barulho que nos remete à infância.
ATTENTI RAGAZZI
O tempo é o senhor e juiz de tudo. Dele você não escapará.




