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SÉRGIO MAESTRELLI

COP 30 OU COP 29,5?

COP 30 e sua série de incidentes que expuseram o país próximo do ridículo. São os micos em série. Primeiro uma inundação, com goteiras e rompimento de calhas, molhando os participantes. Depois, invasão do local com manifestações de indígenas, evidenciando falhas da segurança. Corte de água e energia, escassez de hospedagem. Em seguida, o almoço esgotando rapidamente na Zona Verde e muitos participantes literalmente atacando o que havia disponível, doces e sorvetes. Para encerrar esse ciclo, o incêndio no Blue Zone, uma das mais movimentadas, fazendo todos correrem. Como se já não bastasse nesse caldo, surge o chanceler alemão falando verdades e indignando o país. Foi um murro, uma bordoada, segundo o analista político Eduardo Negrão. O país não deveria ficar indignado com o que o alemão falou e sim ficar indignado com os dados do IBGE que indicam Belém e seus 1,2 milhão de habitantes com 60% da população vivendo em favelas e 80% com esgoto correndo a céu aberto. Se o governo tivesse usado os milhões da COP em educação, habitação e saneamento, o país estaria melhor. Imprensa internacional afirma que a COP 30 esteve mergulhada no caos em muitos aspectos. Muitos impasses nas negociações climáticas, no respectivo financiamento. Que o país saiu chamuscado do evento, parece ser consenso, e que o presidente Luiz Inácio sela queda em sua pretendida influência internacional, também. Uma COP 30 com muitos discursos e peneirando tudo, pouca coisa sobra. Textos esvaziados, indicadores impraticáveis, críticas severas e contundentes de países da América Latina contra o presidente do evento. A própria ministra Marina Silva afirmou que sonhava mais. Muita falácia, muita narrativa. Esta foi a herança maior do evento. O grande perdedor, como sempre, o meio ambiente. Meio ambiente, tadinho do meio ambiente, diria o humorista Jô Soares nos tempos áureos. Tudo agora ficou para a COP 31 com os turcos.



CRICIÚMA ESPORTE CLUBE

O Criciúma proporcionou para o seu torcedor uma verdadeira ducha de água gelada. Naufragando no Mato Grosso, lá na Arena Pantanal, onde o Criciúma se atolou. Naquela tarde, o Tigre se transformou em gatinho manhoso. De futebol, não entendemos nada. Nem sei se a bola é redonda ou oval. Nada deu certo para o Criciúma, tudo deu errado. Criciúma segue mantendo a sua tradição. Em todo campeonato, na reta final, é sempre assim. Na reta final sempre falta um gol, falta um pênalti, falta um empate, falta uma vitória, falta uma bola na rede, falta um chute, falta um ponto. Depende de um empate de outro ou da derrota de um outro time. Na Arena Pantanal, um chute do adversário que se transformou em gol mandou o Criciúma dançar no espaço sideral. Desde o início do jogo o torcedor já sentia no ar que não era o dia do time carvoeiro e tal percepção se agravou com a expulsão de um jogador. O primeiro ataque do Cuiabá, nos minutos iniciais, já fez o narrador Joel Bernardo gritar: “Minha Nossa Senhora da Conceição.” Só obstáculos dentro do campo e fora dele. Depois do jogo, narradores, comentaristas, jogadores eram só depoimentos de frustração, de decepção, depoimentos deprimentes, contrapondo com a euforia do Cuiabá, evidentemente que o time mato-grossense teve suas motivações. E o Criciúma que passou a semana toda com um pé na Série A, vai permanecer com os dois pés na Série B. Também não teria sentido ir para a série A e virar saco de pancada. Um domingo à noite de muitos derrotados, em que a festa aqui no Sul, que fora armada, teve que ser desarmada. O Criciúma tropeçou nas pernas no último passo e caiu no vazio da história. Nadou incólume num oceano inteiro e morreu afogado na praia na última braçada. Essa doeu. Foi a maior decepção vivida pelo E.C. Criciúma. Para o desenlace de situações desse tipo, o italiano tem a expressão “Ma que tchavada. O caboclo diria: “Carma, torcedor, carma. Foi apenas um jogo de futebor”.

O único vencedor desta história foi o técnico Batista por ter levado o time até onde chegou.



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As paredes de tijolos à vista do Centro Cultural no Parque Ado Cassetari Vieira começam a ser preenchidas com cultura à flor da pele. Depois da homenagem aos imigrantes e aos povos indígenas, no último sábado as Manas Bonetti e o cineasta Yves Goulart inauguraram o mosaico do Aldo Baldin. Um momento cultural sublime. Depois, assisti o vídeo com a amiga Rúbia Ramos em seu “Cultura Catarina”, sobre a trajetória das Manas e fiquei orgulhoso. Elas, a Marielle e a Michele, jamais deveriam ter sua saída da Casa dos Friulanos em Rio Maior. Lá teríamos hoje um grande espaço cultural, mas temos uma sede fechada e abandonada. Marzano! , Marzano! Parabéns às Manas. Admiro nas pessoas tudo o que elas fazem que eu não sei fazer. Na imagem, as Manas, Yves e a diretora da Biblioteca Pública de SC, Cleo Schmitt, que esteve aqui em nossa cidade prestigiando o evento, assim como Analice Dalcin Zorzi, de Bento Gonçalves. Yves recebeu na segunda-feira, a medalha Cruz e Sousa, a mais alta condecoração cultural do Estado Catarinense. O evento ocorreu no teatro Álvaro de Carvalho e contou com a presença da prefeita Stela e da diretora de cultura Vanessa Lopes. Um urussanguense homenageado, então, Urussanga homenageada.


PÍLULAS
  • O locutor urussanguense Odemar Costa, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, na tarde do dia 23 de novembro de 1963, depois das 16 horas, deixava o Brasil ciente do falecimento do presidente americano John Fitzgerald Kennedy, assassinado em Dallas, no Texas, por Lee Harvey Oswald. Ele sintonizou a Voz da América em ondas curtas, que estava em cadeia com a Columbia Brodcasting System, quando o repórter Dan Hardey no hospital afirmava: “Presidente Kennedy is dead,” ou seja, o presidente Kennedy está morto. Todas as emissoras de rádio do Rio de Janeiro estavam fora do ar por motivo de greve. Ele foi o primeiro locutor brasileiro a dar esta notícia ao país, notícia essa que alarmou o mundo e deixou o mesmo em suspenso. E lá se vão 62 anos.

  • Prefeito Aguinaldo Felippe de Pedras Grandes, indignado e soltando o verbo, o adjetivo, o advérbio e o pronome contra os italianos e sugerindo o rompimento do Pacto de Pedras Grande com Belluno. Na raiz do problema, o menosprezo do Governo Italiano com relação aos processos de dupla cidadania. Na nossa opinião, os italianos pisaram na jaca e isso vai refletir num afastamento dos descendentes de italianos no exterior com a Itália. Como disse o prefeito, “um tapa na cara”.

  • Na inauguração da Sala do Empreendedor, a tônica do discurso de quem se pronunciou esteve alicerçada nas palavras rapidez, simplificar, agilizar. Morosidade, protelação e excesso de burocracia não cabem mais nesse setor vital da prefeitura. Urussanga tem pressa. Vamos ver se a teoria se transforma em prática.

  • Bolão nos 145 anos de Rio Carvão. A enquete era: quem chegará antes a Urussanga: o Governador ou o Papai Noel? Veja os resultados: 3%, o Governador; 5%, o Papai Noel e para 92%, os dois deveriam chegar juntos. Não souberam ou não quiseram opinar, 0%. A pesquisa não foi registrada como preconiza a lei.

  • Como diria aquele: “Você não vê, mas a gente tamos aí” e “vê se não te viceia”.

  • “Que Deus sensibilize o seu coração e o seu bolso também. Não sejas mão de vaca” - Pe. Miro De Bona.

  • “Os filhos são os boletins dos pais”. Cleo Schmitt, diretora da Biblioteca Pública Estadual da Fundação Catarinense da Cultura, no evento do Mosaico de Aldo Baldin das Manas Bonetti.

  • “E si. E si o jogo tivesse mais atacantes. E si tivesse entrado o .... E si o goleiro pegasse. Mas o “Si’’ não joga”, Janguinha

  • O ex-presidente Bolsonaro usou ferro de solda e inutilizou a tornozeleira eletrônica. E o G1, o portal de notícias da Globo, perguntando quem deverá pagar pelo objeto violado. Vê se o G1 perguntou quem iria restituir os bilhões surrupiados do Mensalão, Petrolão, Lava Jato, INSS e outros “ãos”? Ah, uma tornozeleira eletrônica custa R$ 245,84. Nem Bonner, e nem a Renata.

  • Quem esteve visitando Urussanga foi a Analice Dalcin Zorzi, de Bento Gonçalves, lá onde impera a expressão “Casia (Caxias do Sul) é bem maior, mas Bento é bem melhor”. Analice tem parentesco com o escritor gaúcho Fidelis Dalcin Barbosa, autor de inúmeros romances, dentre eles o livro “O Prisioneiro da Montanha”, um romance ambientado nos tempos da imigração italiana cuja história ocorre aqui no nosso Costão da Serra.

  • Na festa de Rio Carvão, no dia 21, dia da padroeira, o aniversário de Salute Bendo Damiani, mais uma Salute batizada com o nome da santa. Tivemos também o aniversário de 56 anos do casamento de Maria Della Bruna e Valmor Roque. Dizem que o Valmor passou 56 anos sem lavar uma única louça, fato este confirmado pela própria Maria. Agora, com relação ao uso do cabo de enxada por parte do Valmor, não obtivemos nenhuma informação positiva ou negativa, mas a picareta arrancando carvão, essa ele usou.


  • Em pleno final de novembro, com ares cinzentos, garoa e com uma blusa das Malhas Marilícia. Que saudades dos meses de 1995 lá no Nordeste, no Rio Grande do Norte, de sua capital Natal, com 300 dias de sol na terra do sol, da praia, do bronzeado, do peixe frito e do camarão. “Êta mundo bão, êta clima bão”. Lá seus habitantes até sentem dificuldade em saber como armar um guarda-chuva ou uma sombrinha.

  • De um astuto observador da cena legislativa: “Saíram as emoções e agora são somente “moções”. Se tu diz...

  • Vereador Zé Biz solicitando para a cidade o portal norte no Bairro Nova Itália e afirmando que agora o Caça e Pesca começa a se movimentar. Então teremos caça e pesca no Bairro Nova Itália. Ufa! A primavera vai terminando e nada de flores na Serrinha.

  • “Todo mundo quer tudo na porta da casa. A coisa não é bem assim”. Vereadora Teba, sobre a reclamação daqueles que na praça reclamam dos passos necessários para se chegar às lixeiras.

  • “Vai prá cá, manda prá lá”, sobre a falta de informações dos pacientes acerca de como encaminhar um problema de saúde. “E a questão dos cachorros, morreu na casca? Transportar o problema não resolve.” Vereadora Méri.

  • CAEP da Igreja Madonna Della Salute e a Comunidade de Rio Carvão agradecendo a presença de todos aqueles que não se acomodaram e vieram marcar presença nos 145 anos de devoção à Nossa Senhora da Saúde. A comunidade ficou amplamente satisfeita com o número de sombrinhas e guarda-chuvas no evento e de alguns com capas. Igreja cheia, salão lotado.


ATTENTI RAGAZZI

Você conhece aquela expressão do alemão que diz: “Tu não me faz eu pegá nojo”?

Já o italiano, para situações semelhantes, usa termos cuja escala aumenta. Começa com tenebroso, mafioso, depois rabioso, esquifoso e finalmente, dispettoso.



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Cirlene da Silva de Souza, ou simplesmente Cici, sorridente, funcionária da Casa da Cultura, preparando petiscos para harmonizar a Casa Amarela. Ela reúne trabalho e bom humor, dois excelentes ingredientes para se viver bem. Em vias de aposentadoria, não custa pedir: Cirlene fica até depois da Festa do Vinho de 2026. Logo estará aí. É um orgulho para nós ter o seu nome no nosso caderno de amizades.

 
 

Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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