Famílias se unem para criar rede de apoio à inclusão
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 5 horas
- 2 min de leitura

Um movimento que nasce da escuta, da união e da necessidade de acolhimento começa a ganhar forma em Urussanga. Pais, familiares e apoiadores estão mobilizados para criar a AUFA – Associação Urussanguense de Famílias Atípicas, iniciativa que pretende reunir famílias do município em torno do apoio mútuo, da defesa de direitos e do fortalecimento das políticas de inclusão.
À frente da articulação está Roberto Ronconi, que relata que a ideia surgiu a partir da procura espontânea de muitas famílias interessadas em colaborar e construir um espaço permanente de apoio.
“Estamos aqui com o intuito de formar uma associação de famílias atípicas em Urussanga. Muitos pais me procuraram se oferecendo para ajudar. O objetivo é reunir essas famílias e dar apoio não apenas às pessoas com deficiência, mas principalmente aos familiares, que enfrentam diariamente uma luta muito complicada”, explica.
Segundo Roberto, o desafio vai muito além dos cuidados diários. Questões relacionadas ao acesso aos direitos, tratamentos médicos e à conscientização da sociedade sobre o preconceito vivido por muitas famílias fazem parte da realidade enfrentada constantemente.
“A gente está lutando por isso: por mais apoio, mais informação e mais conscientização”, destaca.
A assembleia que deve marcar oficialmente o início da associação está prevista para acontecer no próximo dia 22 de junho, às 18h30, na Casa do Colono, no Parque Municipal de Urussanga. O encontro será aberto e tem como objetivo organizar os próximos passos para a constituição da entidade.
O movimento conta com o envolvimento de diferentes setores da comunidade. Roberto destaca o apoio da coordenadora de Educação Inclusiva do município, Eva, da Secretaria Municipal de Educação Andresa Bonetti, da advogada Andressa Baldessar, da vereadora Teba e também da Gestão Municipal.
“Tem bastante gente envolvida e acreditando que esse passo precisa acontecer”, afirma.
A criação da AUFA também representa um avanço regional. Conforme os organizadores, municípios vizinhos já contam com entidades voltadas ao acolhimento e representação de famílias atípicas, enquanto Urussanga ainda caminha para estruturar uma iniciativa semelhante.
“Graças a Deus agora vai sair do papel e estamos com fé que vai dar tudo certo”, comenta Roberto.
Questionado sobre possíveis parcerias com entidades existentes, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Roberto explica que a futura associação terá atuação independente, mas com diálogo aberto.
“A APAE dá apoio também. A associação não está vinculada à APAE, mas futuramente podemos construir parcerias para ajudar e fortalecer o trabalho em conjunto.”
Mais do que criar uma entidade formal, a proposta da AUFA nasce com o propósito de construir pertencimento, acolhimento e representatividade para famílias que muitas vezes enfrentam desafios silenciosos no cotidiano.
Agora, a expectativa é transformar mobilização em organização e abrir um novo capítulo para a inclusão em Urussanga.




