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Como está o El Niño 2026 em Urussanga e região

há 5 horas
2 min de leitura

Imagem ilustrativa/ Arquivo Panorama
Imagem ilustrativa/ Arquivo Panorama

Por: Márcio Sônego, engenheiro agrônomo

e agrometeorologista da Epagri/Urussanga.


O assunto El Niño se tornou comum nos dias de hoje, em especial neste ano 2026 quando se prevê um evento de super El Niño. O conceito básico de El Niño é um período de cinco trimestres consecutivos com as águas do oceano Pacífico mais quente em pelo menos 0,5°C na região da linha do equador terrestre. Este ano está acontecendo o primeiro registro de águas com 3,0° acima do normal no Pacífico equatorial, o que tem suscitado tanto temor e prudência nos países mais afetados pelo El Niño, incluindo-se o Brasil. Mais chuvas no Sul e secas mais severas no Norte: este é o resultado clássico do El Niño em território brasileiro no segundo semestre do ano. Em Urussanga o ano tem sido confuso quanto aos resultados do El Niño. Choveu mais nos meses de julho, agosto e setembro, como era o esperado, mas sem tantos transtornos como se temia. Já outubro tem chovido abaixo do normal até agora. Entre os meses de janeiro a setembro choveu 1.356 mm em Urussanga, apenas 10% a mais do que a média histórica de 1.226 mm (1924 até 2026). Foi mais frio em maio e junho, mais quente em julho e agosto, e mais frio em setembro e outubro, contrariando o tradicional tempo mais quente em anos de El Niño. Entretanto, a predominância de céu nublado tem seguido à risca o que ocorre com El Niño. Céu mais nublado e temperaturas mais baixas têm causado diminuição do ritmo de crescimento de plantas e lavouras, e coloca em alerta o surgimento de doenças fungicas nas plantações. Do ponto de vista pessoal, considero que a fúria do super El Niño ainda não nos afetou como poderia com temporais mais severos e enchentes devastadoras como foi em outubro de 2023 e maio de 2024, em especial no Rio Grande do Sul. Por outro lado, seguimos assistindo as imagens da cidade de Manaus sob constante fumaça causada pelas queimadas na Amazônia, em função da tradicional falta de chuva em ano de El Niño. Nas cataratas do Iguaçu, no vizinho Paraná, os níveis de água estão muito acima do normal, tanto que o acesso aos turistas foi proibido por medida de segurança. No litoral do Chile, ao sul de Santiago, o final de semana teve devastadoras enchentes e mares de lama descendo as cordilheiras. E nós aqui em Urussanga e sul catarinense, ainda temos que nos preocupar nos próximos meses? Sim, é preciso manter a vigilância para eventuais ocorrências de fenômenos extremos, tais como temporais e enchentes por estarmos em pleno desenvolvimento do primeiro El Niño a registrar temperaturas tão acima do normal nas águas do Pacífico equatorial. Torna-se necessário acompanhar as previsões meteorológicas e as orientações dos órgãos de defesa civil em tempos de super El Niño como este de 2026, que ainda poderá nos surpreender.

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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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