Urussanga renova gemellaggio com Longarone

Urussanga carrega a Itália no nome das famílias, nas festas, na arquitetura, na mesa e na memória coletiva. Fundada em 1878, no sul de Santa Catarina, a cidade foi colonizada por imigrantes vindos do norte da Itália, com forte presença das regiões do Vêneto e de Treviso. Agora, essa história ganha um novo capítulo com a renovação do Gemellaggio com Longarone, município da província de Belluno, na Itália.
A missão oficial liderada pela prefeita Stela Maris Dagostin Talamini tem uma agenda que combina diplomacia municipal, cultura, patrimônio, educação, turismo e desenvolvimento.
O roteiro passa por Longarone, Valdobbiadene, Lisboa e Roma.
A comitiva oficial, além da prefeita, conta com a presidente da Câmara de Vereadores - Izolete Duarte Vieira e do vereador Ademir Bonomi, além de representantes da Unesc, entre eles o pró-reitor José Otávio Feltrin e a coordenadora de Relações Internacionais, Elenice Padoin Juliane Engel, e também a presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Maria Teresinha Debatin, representando o Governo de Santa Catarina.
Mais do que uma viagem institucional, a comitiva representa uma ponte viva entre passado e futuro. O pacto de amizade assinado há 35 anos pelo então prefeito Vandelei Rosso volta ao centro da agenda pública, agora renovado diante de novos desafios e oportunidades.
A renovação ocorre em um momento estratégico.
Urussanga se aproxima de 2028, ano em que celebrará 150 anos da imigração italiana no município. Esse marco exige planejamento, articulação e uma leitura madura da própria história.

A agenda em Longarone, entre os dias 8 e 10 de outubro, inclui encontros com a administração municipal, atividades culturais e celebrações pelos 35 anos do gemellaggio.
A presença da comitiva urussanguense dá caráter oficial à renovação e reafirma a continuidade desse elo entre as duas comunidades.
Depois de Longarone, a comitiva segue para Valdobbiadene, com agenda nos dias 12 e 13 de outubro. A visita terá um significado particular: será o primeiro encontro entre os prefeitos dos dois municípios após a assinatura do Pacto de Amizade realizada no ano passado.
A programação prevê reuniões com a administração municipal, instituições e empreendedores, além de visitas técnicas. Esse conjunto sugere uma agenda voltada não apenas à celebração simbólica, mas também à observação de práticas que podem inspirar projetos em Urussanga.
A agenda da comitiva não ficará restrita à Itália. Em Lisboa, estão previstos compromissos com a Câmara de Comércio da Região das Beiras e uma reunião técnica com o Departamento de Patrimônio Cultural da Câmara Municipal de Lisboa.
Essa etapa amplia a missão para além dos laços de origem. A presença em Portugal abre espaço para conversas sobre comércio, patrimônio e gestão cultural. Lisboa, por sua relevância histórica e por sua experiência em preservação, oferece um ambiente importante para intercâmbio técnico.
A reunião com o Departamento de Patrimônio Cultural pode contribuir para reflexões sobre como cuidar de bens, documentos, edificações, narrativas e práticas ligadas à memória coletiva. Para uma cidade como Urussanga, que se prepara para um grande marco histórico em 2028, esse tipo de troca pode ajudar a qualificar projetos futuros.
Em Roma, a agenda terá compromissos na Universidade Sapienza, no Palazzo Pamphilj e no Parlamento Italiano. A programação foi organizada pelo deputado italiano Fabio Porta.
A presença na Universidade Sapienza aproxima a missão do campo acadêmico. Isso pode favorecer diálogos sobre pesquisa, imigração, internacionalização e cooperação entre instituições. A participação de representantes da Unesc reforça essa dimensão educacional.
Já os encontros no Palazzo Pamphilj e no Parlamento Italiano dão peso institucional à missão. Eles colocam Urussanga em contato com espaços relevantes da vida pública italiana e podem ajudar a fortalecer relações políticas e culturais que ultrapassam a viagem em si.





