Urussanga - Diretora do PROCON-SC alerta sobre aumento de golpes virtuais
- MARCIA MARQUES COSTA

- 2 de abr.
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A diretora do PROCON de Santa Catarina, Michele Alves, ministrou na quarta-feira (1º) uma palestra em Urussanga com foco na prevenção de golpes virtuais, tema que tem preocupado autoridades e consumidores em todo o país. O evento, gratuito, ocorreu às 19 horas na Casa do Colono, localizada no Parque Municipal.
Durante a explanação, a diretora destacou que os crimes digitais têm se tornado cada vez mais frequentes e sofisticados, atingindo diferentes perfis de consumidores. Entre os principais golpes identificados pelo órgão estão o chamado “golpe do presente”, em que a vítima recebe uma mensagem informando sobre um suposto envio e é induzida a pagar uma taxa de entrega, além do golpe da falsa central bancária, no qual criminosos se passam por atendentes para obter dados pessoais e financeiros.
Outro esquema que tem preocupado o PROCON envolve o falso consignado. Nesse caso, golpistas abordam principalmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo supostos brindes, como cestas básicas ou flores. Durante a abordagem, realizam registros fotográficos que acabam sendo utilizados para a contratação indevida de empréstimos.
Segundo Michele Alves, o cenário se agravou após o período da pandemia, quando houve uma migração significativa das atividades presenciais para o ambiente digital. “O crime de estelionato, que antes era mais material e presencial, passou a ocorrer majoritariamente de forma virtual. Hoje, praticamente todas as operações são feitas pelo celular, o que ampliou o campo de atuação dos golpistas”, explicou.
Em relação às providências a serem adotadas pelas vítimas, a orientação inicial é o registro imediato de Boletim de Ocorrência, que pode ser feito presencialmente ou por meio da delegacia virtual. Além disso, o consumidor pode buscar auxílio junto ao PROCON municipal ou estadual para receber orientações e intermediar possíveis soluções.
A diretora também ressaltou que instituições financeiras têm responsabilidade em casos de falhas de segurança. Situações como movimentações atípicas ou sucessivas compras fora do perfil do cliente devem ser monitoradas e bloqueadas pelos bancos. Caso isso não ocorra, a instituição pode ser obrigada a ressarcir os prejuízos, com a atuação do PROCON como mediador.
Como mensagem final, Michele Alves reforçou a importância da prevenção. “É fundamental desconfiar de links enviados por mensagens, não compartilhar dados pessoais por telefone e evitar acreditar em ofertas muito vantajosas. A informação ainda é a principal ferramenta para não cair em golpes”, concluiu.




