SÉRGIO MAESTRELLI
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 6 dias
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Olha aí o programa Show da Viola, com Antônio Rosa pela TV Eldorado nos anos 80. Da esquerda para a direita, Marcolino Trombim levando a Marconi ao podium da TV, Dr. João Kamtovicz, Ari Pedro Borges, Valdenir Zanette e Carlinhos Lacombe. De pé, Paulo de Lima. Fotografia enviada a nós pelo amigo Emerson Lima, o maior saxofonista da Rua do Sapo e que nas horas de folga faz polenta.
PÍLULAS
E aqui em Urussanga, na terça-feira de carnaval, fortes chuvas, e além das chuvas, a escuridão.
Mais uma vez faltou energia e a justificativa foi problemas nas torres de transmissão da Celesc em Siderópolis - Bellun.
Seguramente foi mais um “calipo” que caiu na rede. Aí em minha mente, uma marchinha de carnaval intitulada “Vagalume”, composta por Assis Valente e gravada em 1954 na Era Vargas. Num de seus versos, preconizava: “De dia falta água e de noite falta luz”, ironizando o dia a dia do brasileiro. Nesse carnaval de 2026, faltou luz, mas sobrou água.
Na condição de Líder do Governo, cabe ao vereador Jaison Vieira Barreto, dentre outras atribuições, a de trazer respostas do Executivo às reclamações ou demandas dos demais vereadores. E ele tem feito isso, desde que foi indicado para a função. O problema que está ocorrendo é que em algumas questões, o vereador, a pedido dos secretários ou diretores, anuncia as devidas medidas, só que na prática a realidade não bate. E o vereador fica numa posição de vulnerabilidade, provocando falta de credibilidade e desgaste em sua imagem. O próprio vereador, de certo modo indignado, afirmou que em algumas situações já passou por mentiroso, dentre elas, as traves da Serrinha para proteger o asfalto contra o tráfego pesado. O assunto está no radar da administração desde setembro do ano passado. Então, que não se anunciem decisões que não se operacionalizam ou se modifique o “modus operandi”. Nos anúncios do referido edil, os mesmos tem que bater com a realidade.
“Há muitos tipos de jejum, além do jejum do estômago. Tem o jejum da fantasia, o jejum do mal, o jejum das coisas mal feitas. Comece bem o seu período quaresmal nesta quarta-feira de cinzas. Diz um provérbio italiano que começar bem é já estar com meio caminho andado”. Pe. Valdemar Carminati na “matina bonora”, como diria Geraldo Custódio.
Enquanto isso, uns dizem que tomara que caia e outros, tomara que saia”. Vai cair ou vai sair? Esse mundo da política não é para amadores. Vamos aguardar
La Paz, capital da Bolívia, foi fundada em 1548 pelo conquistador espanhol Alonso de Mendoza com o nome original de Nuestra Senora de La Paz. Trata-se de uma das cidades mais altas do mundo, estando localizada na altitude de 3.650 metros acima do nível do mar. Apenas para comparação, Urussanga em seu marco no Jardim está a 49 metros do nível do mar.
Quem você é para quem você quer ser? A solução está na frase mais pronunciada desse nosso tempo: “Chaminoatis”. Perguntaram ao agricultor Cittadin: Você tem face? Só foice, respondeu ele. E como ela funciona bem quando afiada e bem manejada.
ATTENTI RAGAZZI
Vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá/RJ, Washington Quaquá, avalia que o político faz qualquer coisa, menos dar tiro na cabeça. É vero.
COLISEU
E na quarta-feira de cinzas, entramos na Quaresma, e com ela nos vem palavras como Cristo, Jerusalém, Roma, Coliseu. Com o período quaresmal, a lembrança que somos pó e ao pó retornaremos. A palavra “Coliseu” tem sua origem no latim (colosseus) que significa colossal, enorme. Tal nomenclatura se deve ao Colosso de Nero, uma estátua de bronze de 30 metros do excêntrico imperador Nero. O nome oficial do Coliseu Romano era Anfiteatro Flaviano e fazia alusão ao seu tamanho, abrigando cerca de 50.000 pessoas. O Anfiteatro Flaviano, nome original, deu lugar ao atual termo “Coliseu”, que começou a se popularizar na Idade Média. O Coliseu foi palco do martírio de centenas de cristãos, jogados às feras na arena.

Dona Vilma Ramos Rosseti que completou 80 anos e já foi cozinheira de mão cheia no Restaurante da Estação Experimental da Epagri em nossa gestão, hoje desativado. Dona Vilma na Rua Duque de Caxias com a sua inseparável tiara. O Pe. Giliard a apelidou carinhosamente como a Júlia Zanatta de Urussanga.
PELA CÂMARA MUNICIPAL
Requerimento subscrito pela vereadora Izolete Duarte Vieira para que seja enviado expediente ao Conselho Municipal de Política Cultural convidando representantes para discorrer sobre a importância do granito na preservação da identidade cultural do município de Urussanga.
Projeto de Lei do Executivo altera a denominação da Escola de Educação Infantil “Sementinha do Futuro” para Centro Infantil Professora Ondina Antônia de Souza Fabro. A mudança de um nome abstrato para o nome de uma pessoa, sem problemas. Agora aquele vereador que entra com projeto para alterar nome de rua de uma pessoa para outra é inadmissível. É colonialismo cultural, é prática terceiro mundista.
Vereadora Meri - “Para quem mora próximo de rio ou de barranco, a boca não é boa. E isso eu falo porque moro próximo de um deles.” E emendou essa pérola literária: “Comigo tem conversa sempre, mas dependendo do assunto, comigo Toddy vira Nescau.”
“É buraco no interior e lombada na cidade” do vereador Arcangelo De Noni, o Caio. Mas que sina! As más línguas dizem que aqui em Urussanga, secretário de obras ou diretor de trânsito que não implanta pelo menos uma lombada em seu mandato, corre o risco de entrar em depressão.
“Parece que tem gente que não tem coração. No lugar do coração, tem um tijolo de seis furos no peito”, novamente a vereadora Meri Mafra, acerca da pessoa que abandonou um cachorrinho pinscher na praça e que o mesmo, perdido e sem destino, foi atropelado.
SINALIZAR É PRECISO
Câmara novamente discutindo a importância da sinalização de ruas, prédios públicos, bairros e comunidades do interior. Agora a constatação dessa ineficiência coube à UNESC através do Integratur. Só para colocar azeite na água desse assunto, registrar que no Governo Zen/Neusa e Zen/Zelo, a então secretária de planejamento, Patrícia Mazon, já discutia essa demanda, essa deficiência, esse gargalo. E lá se vão mais de 20 anos, e o assunto como se vê, continua apenas no plano das falas, dos discursos. “Molto di parlare, molto da dire e poco di fare.” Sobre esse assunto tão batido e curtido, registramos um exemplo de sinalização do município de Treze Tílias. Há cerca de dez anos, nós e o presidente da ProGOETHE, Renato Damiani, fomos a Treze Tílias em um evento sobre uva e vinho. O evento ocorreu numa comunidade do interior daquele município. Na viagem, comentávamos sobre o local e decidimos pedir informação sobre o evento no Posto Ipiranga na entrada da cidade. Não foi preciso. Chegamos ao local do evento apenas seguindo a eficiente sinalização implantada pelos descendentes dos imigrantes austríacos. Numa cidade turística, ou que pretende desenvolver o turismo, o primeiro passo é mandar confeccionar placas de sinalização e o segundo é implantá-las. Sinalizar é o “aeiou” do turismo. Depois das vogais, vem as consoantes.
CONCORDAMOS E DISCORDAMOS

Ex-vice prefeito Luiz Henrique Martins - Cuíca, representando o Executivo na conversa com cidadãos urussanguenses no protesto contra banheiro na praça. Ano 2015- Foto Panorama
Disse o vereador Zé Bis que “Deus tem que estar voltando já”, se referindo ao sequestro de crianças. Uma tragédia, uma loucura. Concordamos com o vereador. A sociedade anda super doente e padece de uma doença, digamos, terminal.
Agora, discordamos integralmente da posição do referido edil, que se reportando à construção de um banheiro público na praça, afirmou que “já veio verba para fazer o banheiro público na praça”.
A cultura não aceitou e o dinheiro foi devolvido. Nos sentimos orgulhosos de integrar o grupo cultural della nostra Benedetta que protestou contra essa aberração político-administrativa. Registra-se que, na época, apenas o vice-prefeito Luiz Henrique Martins, o Cuíca, esteve no ato, ouviu as ponderações e no uso de sua fala afirmou que a obra estaria suspensa.
E suspensa foi. A cultura agradece e a Figueira também.
“Perdemos uma grande oportunidade de fazer uma grande obra”, afirmou Zé Bis. Banheiro público no jardim, vereador? Aquilo não foi uma grande obra e sim um grande delírio coletivo da administração que estava no poder na época. Graças à Cultura que a cidade não se expôs ao ridículo, à mesmice, a banalidades, à barbaridade. Posição equivocada, Zé, voo rasante nesse assunto.
Um banheiro público é necessário, evidentemente.
Tem vários terrenos vazios e baldios na rua do Mercado Ceara.
Arranje verba, vereador, e faça lá.
Ou tem uma opção mais econômica, os banheiros externos do Centro de Pastoral. Que se celebre um convênio com a Paróquia (Pe. Giliard já deu sinal positivo) para que sejam ampliados e utilizados pelo povo. Um convênio que estabeleça um servidor para a sua manutenção. Isso é imprescindível. E a equação se complica quando esse serviço de manutenção diária envolve dias santos, feriados, sábados, domingos, pontos facultativos. Então, “andiamo à frente”.


