Professora italiana leciona em Siderópolis
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 4 horas
- 2 min de leitura

O gemellaggio, parceria que une Siderópolis e Val di Zoldo, na Itália, há mais de 30 anos, resultou em mais uma importante ação de intercâmbio cultural. A iniciativa conta com a presença da professora Marta Tachetto, que está ministrando aulas gratuitas de italiano no município catarinense.
“Espero ajudar a manter viva essa ponte dos italianos da Itália com os italianos brasileiros. Estou muito feliz por essa oportunidade”, afirmou.
A programação é incentivada pelo Governo Municipal de Siderópolis, por meio da Secretaria de Educação e do Departamento de Cultura e Turismo. As aulas acontecem em três escolas da rede municipal de ensino, sendo destinadas aos professores do município.
"Investir na formação dos professores é investir diretamente na qualidade da educação", afirmou o secretário de Educação Méricles Rossa.
O curso também está sendo oferecido aos membros da Associação Amigos de Forno di Zoldo, seminaristas do Seminário São Pio X, e público em geral.
"Recebemos com muita gratidão a professora Marta Tachetto, isso reforça nossos laços de amizade e confraternização entre nossas cidades. A procura pelas aulas de Italiano foi grande, pois as turmas organizadas pelo setor de Cultura e Turismo e pela Associação Bellunesi nel Mondo estão lotadas", frisou o assessor de Cultura e Turismo, Arisson Fabrício Nunes.
Conforme a Associação Cultural Amigos de Forno di Zoldo, do Rio Jordão, a professora ficará em Siderópolis até o dia 31 de agosto, e durante sua estadia, desenvolverá um amplo programa de atividades que também valoriza a cultura e as tradições deixadas pelos antepassados, fortalecendo os laços históricos e culturais entre as comunidades.
O presidente da associação, Ângelo Natal Périco, ressaltou a importância de manter vivo o pacto de amizade firmado em 1995 com a Associazione Degli Amici di Rio Jordan. “Esse pacto, transformou, especialmente o bairro Rio Jordão, resgatando a cultura dos nossos antepassados. Passamos um período onde tínhamos até vergonha de falar que éramos descendentes de italiano e o gemellaggio resgatou o orgulho de sermos. Era um sentimento que estava sufocado por problemas políticos brasileiros da guerra”, explicou.
Segundo ele, ao longo dos anos, diversas iniciativas contribuíram para a valorização da língua, dos costumes e das tradições italianas, reforçando o sentimento de pertencimento e o orgulho das origens.




