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PL - o destaque eleitoral em Santa Catarina com governador reeleito e forte representação nos parlamentos

há 7 horas
5 min de leitura

Jorginho com seu vice Adriano Silva e os senadores eleitos pelo PL
Jorginho com seu vice Adriano Silva e os senadores eleitos pelo PL

Na edição desta semana o Jornal Panorama deixa registrado um momento importante na história brasileira, dando enfoque especial ao nosso estado.

Isso porque Santa Catarina sai das urnas com um recado difícil de ignorar: o grupo político do governador não apenas manteve o comando do Executivo, como ampliou sua força em praticamente todos os níveis de representação.

A reeleição do governador Jorginho Melo, do PL, somada à vitória do partido nas duas vagas em disputa para o Senado, à conquista de sete das 16 cadeiras catarinenses na Câmara Federal e à eleição de 16 deputados estaduais, desenha um quadro raro de concentração política.

Não se trata apenas de vencer uma eleição. Trata-se de chegar ao novo mandato com base legislativa forte, presença nacional relevante e capital eleitoral espalhado pelo estado.

O desempenho da senadora eleita Carol de Toni que teve 2.694.918 votos (33,5% dos votos válidos) e da deputada federal reeleita Julia Zanatta, com mais de meio milhão de votos, reforça esse movimento. Uma votação desse tamanho não é só um resultado individual expressivo. Ela funciona como termômetro de uma corrente política com alta capacidade de mobilização, identificação com parte importante do eleitorado e força para influenciar disputas futuras.

Essa combinação conquistada pelo PL catarinense é poderosa porque conecta três níveis de atuação. O governador pode articular prioridades no estado. Os deputados estaduais podem aprovar medidas locais. Senadores e deputados federais podem abrir portas em Brasília.

Quando essas frentes caminham juntas, o governo tende a ganhar velocidade.


A reeleição

A reeleição costuma ter um peso diferente de uma primeira vitória. Na primeira disputa, o candidato pede confiança.

Na segunda, pede continuidade.

Quando vence novamente, o eleitorado indica que aprova a direção geral do governo ou, pelo menos, prefere manter o rumo em vez de apostar em uma troca.

Em Santa Catarina, esse movimento ganha outra dimensão porque a reeleição veio acompanhada de uma vitória ampla do partido.

O governador não volta isolado ao cargo. Ele retorna com um partido fortalecido no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

Isso faz diferença desde o primeiro dia do novo mandato.Um governador com base ampla tende a ter mais facilidade para aprovar projetos de lei considerados prioritários; negociar o orçamento estadual;articular investimentos com Brasília; sustentar reformas administrativas e defender pautas regionais com apoio de parlamentares federais.

Neste último quesito, com um senador e um deputado federal eleitos por Santa Catarina , respectivamente Carlos Bolsonaro e Jair Bolsonaro (filho)sendo irmãos do candidato que venceu em 1º turno para o cargo de Presidente da República, há uma estrada cuja porta pode ser facilmente aberta no Palácio do Planalto se Flávio Bolsonaro - o candidato do PL conseguir realmente se eleger no próximo 25 de outubro.

A força nas urnas também muda a posição do governador catarinense no cenário nacional.

Um chefe do Executivo estadual que entrega uma bancada expressiva ao seu partido passa a ser ouvido com mais atenção por lideranças partidárias, ministros, presidentes de Câmara e Senado e outros governadores.

Santa Catarina, nesse contexto, deixa de ser apenas um estado importante no Sul. Passa a ser uma vitrine de desempenho político.

A eleição terminou nas urnas, mas seu verdadeiro teste começa agora. O tamanho da vitória deu ao governador e ao seu partido o poder de fazer mais.

Por outro lado, também deu ao eleitor o direito de cobrar mais.



O domínio no Senado e o alcance em Brasília


Ganhar as duas vagas para o Senado é um dos sinais mais fortes da eleição. Cada estado tem apenas três senadores, com mandatos longos e alto peso institucional. Quando um mesmo partido conquista as vagas em disputa, passa a ocupar um espaço estratégico na política nacional.

O Senado decide temas que afetam diretamente os estados. A casa participa da análise de indicações para cargos importantes, vota reformas constitucionais, debate dívidas estaduais, acompanha políticas federais e tem grande influência sobre o pacto federativo.

Para Santa Catarina, ter senadores alinhados ao governador cria uma ponte política direta com Brasília. Essa ponte pode ser usada para defender obras de infraestrutura, discutir segurança pública, tratar de demandas portuárias, buscar recursos para municípios e pressionar por pautas ligadas à economia estadual.


A vitória nas duas vagas do Senado transforma uma eleição estadual em um resultado com efeito nacional.

Há também um aspecto simbólico. O Senado costuma funcionar como espaço de lideranças mais experientes e de maior projeção. Ao dominar as vagas em disputa, o partido do governador demonstra que sua força não ficou concentrada em uma única figura. Ela se espalhou pela chapa majoritária.

Esse detalhe importa. Algumas vitórias dependem quase exclusivamente do candidato ao Executivo. Outras mostram que o partido construiu uma marca reconhecível, capaz de eleger diferentes nomes em diferentes cargos. O resultado catarinense se aproxima mais do segundo caso.



Sete cadeiras na Câmara Federal ampliam a influência do estado


A bancada catarinense na Câmara Federal tem 16 vagas. Quando um partido conquista sete delas, passa a controlar uma fatia expressiva da representação do estado em Brasília.

Esse número permite atuação coordenada em votações nacionais e dá ao partido peso interno nas negociações da Câmara. Em votações apertadas, bancadas estaduais e partidárias podem fazer diferença. Em comissões, a presença de vários deputados permite disputar relatorias, presidências e espaços de fala.

A Câmara é onde nascem ou avançam muitos temas que chegam ao dia a dia da população. Tributação, segurança, educação, infraestrutura, regras trabalhistas, saúde pública e orçamento federal passam por ali. Ter quase metade da bancada estadual sob a mesma legenda cria condições para uma atuação mais coesa.


Júlia agradecendo os votos após a eleição, ao lado do marido eleito para o legislativo catarinense
Júlia agradecendo os votos após a eleição, ao lado do marido eleito para o legislativo catarinense

A reeleição de Julia Zanatta com mais de meio milhão de votos merece atenção específica. Uma votação acima desse patamar indica alcance estadual, não apenas local. Deputados federais eleitos com votação muito alta costumam ter três ativos políticos importantes:


  • Reconhecimento de nome

    O eleitor identifica a parlamentar sem depender apenas da estrutura partidária.


  • Capacidade de mobilização

    A votação sugere uma rede forte de apoiadores, lideranças municipais e presença pública.


  • Peso dentro do partido

    Uma deputada com votação expressiva tende a ganhar mais espaço em decisões internas.


Esse resultado também ajuda a puxar a narrativa de vitória do partido. Quando uma candidatura proporcional se destaca tanto, ela reforça a percepção de que a legenda não venceu apenas por causa da eleição majoritária. O desempenho aparece em várias frentes.


Ao mesmo tempo, uma bancada grande carrega mais responsabilidade. O eleitor que entrega muitas cadeiras também cobra entrega. Os deputados federais terão de mostrar resultados visíveis, especialmente em temas que costumam mobilizar Santa Catarina, como infraestrutura rodoviária, competitividade econômica, segurança pública, agronegócio, indústria, portos e defesa dos municípios.




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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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