MARCO ANTONIO MEDEIROS
Novo comandante

Umberto Louzer, de 46 anos, será o responsável por comandar o Criciúma nos últimos nove jogos da Série B. O número de partidas pode chegar a 11, caso o Tigre avance para os playoffs. O treinador estreia no próximo domingo, 27, às 11h, no clássico contra o Avaí, no Estádio Heriberto Hülse. Será o quarto trabalho dele em 2026. Começou a temporada no Vila Nova, depois foi contratado pelo América-MG e, por último, estava no Guarani-SP. Ao todo, pelos clubes que passou no ano, tem 26 jogos, nove vitórias, sete empates e 10 derrotas. O treinador, ao longo da carreira tem passagens por Atletico Goianiense, CRB, Chapecoense, Sport e Coritiba.
Empréstimo
O contrato de Umberto Louzer com o Criciúma é válido até o fim da Série B do Campeonato Brasileiro. Na prática, o treinador foi cedido pelo Guarani, com quem tem vínculo, para comandar o Tigre nesta reta final da temporada. Como o clube paulista não tem mais calendário em 2026, há um acordo para que Louzer retorne ao Guarani em 2027, para a disputa do Campeonato Paulista. Junto com o técnico chegam o auxiliar Anderson Gomes e o preparador físico Marcelo Rohling. Herança de BaptistaSerá a segunda vez que o técnico herdará um trabalho de Eduardo Baptista. O mesmo aconteceu no ano passado, quando assumiu o Novorizontino antes do início da Série B. No time paulista, Louzer comandou a equipe por 24 jogos, com nove vitórias. Diferentemente de Eduardo Baptista, Louzer não é um treinador acostumado a atuar com três zagueiros. Nos últimos jogos pelo América-MG, neste ano, utilizou o esquema 4-1-4-1. Já no Guarani, em seu único jogo à frente da equipe, optou pelo 4-3-3.
Conhece o elenco
O novo treinador do Tigre conhece boa parte do elenco. No ano passado, por exemplo, Umberto Louzer trabalhou com Airton, César Martins, Jean Irmer e Waguininho no Novorizontino. Nesta temporada, no Vila Nova, também comandou o goleiro Airton. Curiosamente, foi Louzer quem barrou Airton da equipe titular no Vila Nova, após uma sequência de falhas do goleiro. Agora, no Criciúma, fica a expectativa para saber como será a relação entre os dois.
“Não procede”

Não caiu bem a forma como Eduardo Baptista deixou o Criciúma. Foi decepcionante a maneira como tudo aconteceu. Durante a partida, entre Criciúma e Operário, na noite de terça-feira, 22, a imprensa gaúcha já noticiava o acerto entre Inter e Eduardo Baptista. Após a derrota do Tigre, por 2 a 0, Baptista afirmou em entrevista coletiva que não havia recebido contato do Internacional. “Aqui já me colocaram no Sport, no Remo. Não procede”, disse. No entanto, ele já tinha um acerto encaminhado com o clube gaúcho desde domingo, 20. Na quarta-feira, 23, à tarde o treinador comandava seu primeiro treino no Inter.
Direção não sabia
A direção do Criciúma também foi pega de surpresa. O presidente Pedro Paulo Canella afirmou que não recebeu nenhuma sinalização do treinador ou de seu staff sobre uma possível saída e disse que a forma como a situação aconteceu surpreendeu a todos, inclusive os jogadores. O fato é que não tinha mais clima para a permanência do treinador no Heriberto Hülse. O Tigre derreteu no returno. A saída, pela porta dos fundos, pode ter servido de lição para a diretoria do Criciúma.
Setembro tenebroso
“O acesso do Criciúma passa por setembro”. Foi o que disse o ex-técnico do Criciúma, Eduardo Baptista, antes do primeiro jogo do mês, contra o Cuiabá. A equipe até começou bem, vencendo por 2 a 0. Nas três rodadas seguintes, porém, vieram três derrotas. O Tigre permanece no G-6 por um milagre e porque as rodadas foram muito generosas. O acesso ainda é possível, mas setembro deixou uma conta pesada para as últimas rodadas. O Criciúma perdeu gordura, confiança e margem para erros. Agora, terá de recuperar em nove partidas o que deixou pelo caminho justamente no mês que seria decisivo para o acesso.
Gasparino protegido

O trabalho de Thiago Gasparino, executivo de futebol do Criciúma, segue respaldado pela direção. O argumento dos dirigentes é o elenco montado, sem necessidade de reformulação durante a temporada, e os objetivos alcançados até aqui. Segundo o diretor de futebol, Éder Citadin, as metas eram conquistar a vaga na Copa do Brasil e permanecer no G-6. O Tigre cumpre as duas até o momento. Mas futebol também envolve gestão de vestiário e as recentes informações de bastidores também colocam o executivo como parte do problema.





