MARCO ANTONIO MEDEIROS
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 2 dias
- 4 min de leitura
Em Campinas, Hermes salva o Tigre

O Criciúma conquistou uma importante vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, na última quarta-feira, 8, no estádio Moisés Lucarelli, e assumiu provisoriamente a liderança da Série B. No entanto, tinha tudo para ser uma vitória mais tranquila. Diante do vice-lanterna da competição, o Tigre fez um primeiro tempo dominante e abriu o placar aos 12 minutos, com Marcelo Hermes. Aos poucos, diminuiu o ritmo, mas ainda criou oportunidades claras para ampliar, como na finalização de Gui Lobo, cara a cara com o goleiro, aos 38 minutos. Mesmo com sete finalizações, contra apenas uma da Ponte, o intervalo chegou com vantagem mínima.
Na etapa final, o time voltou com outra postura. A equipe paulista foi dominante e empatou aos 18 minutos, com Baianinho. Na etapa final, a Ponte teve três finalizações no gol, obrigando Airton a trabalhar, enquanto a equipe carvoeira finalizou apenas uma vez, no gol salvador de Hermes aos 49 minutos. Vitória de Série B, liderança provisória, mas acende um sinal de alerta. A queda de rendimento no segundo tempo.
Não foi a primeira vez que o Criciúma criou oportunidades para matar o jogo e não conseguiu. A diferença é que, nas outras ocasiões, o time seguiu sólido defensivamente e pouco sofreu. Desta vez, permitiu o crescimento justamente do adversário mais fraco da competição e precisou buscar a vitória nos acréscimos.
Marque na sua agenda
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalhou mais seis rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Da 19ª a 24ª. Confira a agenda do Tigre, que antes disso, recebe o Vila Nova, em um confronto que vale a liderança do campeonato, no dia 18, às 16h. Confira a agenda do Tigre:
21/07 (terça), 19h30 – Novorizontino x Criciúma, Jorge Ismael de Biasi, Novo Horizonte (SP);
26/07 (domingo), 16h – Criciúma x Náutico, Heriberto Hülse, Criciúma (SC);
09/08 (domingo), 11h – Athletic x Criciúma, Arena Sicredi, São João del-Rei (MG);
15/08 (sábado), 16h – Criciúma x Goiás, Heriberto Hülse, Criciúma (SC);
19/08 (quarta), 21h30 – Botafogo-SP x Criciúma, Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP);
23/08 (domingo), 18h30 – Criciúma x Fortaleza, Heriberto Hülse, Criciúma (SC)
Brasil, eliminado

Ao contrário das duas últimas Copas, a Seleção Brasileira não entrou como uma das principais favoritas a vencer o torneio. Vindo de um ciclo bagunçado, tendo quatro treinadores e terminando com a pior campanha da história do Brasil nas Eliminatórias, as expectativas eram baixas. Os únicos motivos para acreditar no hexacampeonato eram a força da camisa pentacampeã do mundo. Mas será que ainda temos esse peso?
A verdade é que o protagonismo foi perdido, principalmente no último ciclo. O resultado foi a pior campanha em Copas desde 1990, com eliminação nas oitavas de final. Não faço nem comparações com as derrotas de 2018 e 2022. Naqueles anos, a Seleção perdeu para grandes times, e claro, por erros cometidos em campo, mas os trabalhos de Tite nos dois ciclos foram muito bons. Fez parecer fáceis as Eliminatórias Sul-Americanas, por exemplo. Havia uma boa geração, com bons laterais, bons volantes e Neymar, o craque, no auge. A Bélgica tinha um timaço, a Croácia, idem. A Noruega tem dois jogadores. Ødegaard e Haaland.
Mas o que aconteceu? Era aquele o último resquício? Por que o Brasil parou de produzir laterais “à la brasileira”? Bons volantes? Tivemos que apostar no “velho” Casemiro porque não havia outro. Era a terceira Copa dele. Já era fim de ciclo em 2022, mas o Brasil não produziu ninguém à altura de vestir a camisa mais pesada do futebol. Da mesma forma, aconteceu com Danilo na lateral direita, o primeiro convocado para a Copa.
Uma pena que o futebol brasileiro tenha virado uma fábrica de jogadores para serem comercializados cedo com clubes médios da Europa. Isso não ganha Copa do Mundo e, muito menos, cria raízes. O 2 a 1 para a Noruega expõe a crise de identidade do nosso futebol.
Messi, mais uma vez

Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, agora com 21 gols, Messi segue sendo decisivo para a seleção argentina. Jamais será Pelé, dono de três títulos mundiais e eternizado como o Rei do Futebol. Mas é impossível duvidar da sua genialidade.
Aos 34 minutos do segundo tempo, a Argentina perdia por 2 a 0 para o Egito. Lionel fazia uma partida apagada e ainda havia desperdiçado um pênalti. Bem postado defensivamente, o Egito dificultava a vida do camisa 10. Então, Messi fez o que os gênios costumam fazer.
Mudou de posição, achou espaços e passou a atuar mais pelo lado esquerdo e comandou a reação da “Scaloneta”. Primeiro, com um cruzamento para o gol de Cristian Romero. Depois, aproveitou um bate-rebate na área para empatar a partida, finalizando de canhota. E ainda participou, de forma indireta, do gol da virada. Indicou a Julián Álvarez o passe que deveria fazer. O atacante lançou Lautaro Martínez no contra-ataque, e Enzo Fernández apareceu para completar a virada argentina. E foi assim que Lionel Andrés Messi, mais uma vez, lembrou que duvidar da sua genialidade é sempre um erro. Aos 39 anos, segue desafiando o tempo e mantendo vivo o sonho do bicampeonato dos nossos rivais.




