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Domingo é dia de escolher o Presidente do Brasil

há 4 horas
2 min de leitura
Abstenções são o grande desafio neste 2º Turno

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva | Crédito: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR
Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva | Crédito: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR

Domingo, 25 de outubro, será um dia decisivo para o Brasil. Milhões de eleitores irão às urnas para escolher o presidente da República, mas uma pergunta já pesa sobre o processo eleitoral: quantas pessoas vão ficar em casa?

A preocupação não é abstrata. No 1º turno das eleições de 2026, a abstenção bateu recorde.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o que representa 21,08% do eleitorado. Em 2022, a taxa havia sido de 20,9%, com 32,7 milhões de ausentes.

A diferença percentual parece pequena à primeira vista. Mas, em uma eleição presidencial, algumas centenas de milhares de votos podem mudar o peso político de regiões inteiras. Quando mais de 33 milhões de pessoas deixam de votar, o resultado continua legítimo, mas passa a carregar uma ausência difícil de ignorar.

Em uma disputa presidencial, costuma-se olhar para quem votou, quem cresceu, quem perdeu apoio e quais regiões foram decisivas. Mas a ausência também conta uma história.

Cada eleitor que não comparece reduz o universo de votos efetivamente considerados na escolha. Isso pode beneficiar ou prejudicar candidaturas, a depender de onde a abstenção cresce mais. Se a ausência aumenta em regiões onde um candidato tinha maior vantagem, o impacto pode ser relevante. Se cresce de modo equilibrado, o efeito direto no resultado pode ser menor, mas o sinal político continua forte.

O ponto central é simples: não votar também traz consequência.

A eleição presidencial de 2026 será decidida pelos votos registrados, como manda a regra democrática, tendo como candidatos o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Mas a taxa de comparecimento dirá algo além do resultado. Ela vai mostrar o grau de engajamento do eleitorado em um momento de alta tensão política e grandes expectativas. Se a abstenção cair no segundo turno, o país terá um sinal positivo de mobilização. Se crescer, a preocupação ficará ainda mais forte. Em ambos os casos, o número precisará ser analisado com seriedade depois da eleição.

O voto não resolve todos os problemas do Brasil. Nenhuma eleição faz isso sozinha.

Mas o voto define quem terá poder para tomar decisões em nome da população.

Por isso, a ausência de 33,4 milhões de eleitores no 1º turno não pode ser tratada como detalhe.

Domingo, 25 de outubro, cada presença contará, pois o futuro político do país será decidido por quem estiver diante da urna.

Tomara que Urussanga, que esteve em 1º lugar das cidades catarinenses com o maior percentual de abstenções, entregue este troféu para outros.

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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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