Apagão revolta a população
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 15 minutos
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Vereadores pedem providências para que a
população urussanguense não seja prejudicada

Empresas dispensando funcionários, telefones sem sinal de vida, postos de abastecimento funcionando manualmente, edifícios sem elevador e, ainda, impossibilidade de realizar qualquer serviço que dependa da rede de energia elétrica da Celesc, que abastece a população urussanguense através da Eflul.
O caos de guerra em tempos de paz, num apagão que durou cerca de cinco horas na terça-feira 3/03 e revoltou os consumidores que já não aguentam mais a precariedade na prestação desse serviço. Principalmente porque o apagão dessa semana em Urussanga foi o terceiro ocorrido desde dezembro do ano passado.
O assunto ganhou repercussão na tribuna da Câmara de Vereadores.
Vereador José Carlos José - Zé Bis, voltou a criticar os recentes apagões registrados no município, sendo três interrupções significativas no fornecimento de energia em menos de três meses, causando prejuízos a comerciantes, agricultores e profissionais liberais. Ele citou casos de perdas no comércio e dificuldades enfrentadas por trabalhadores que dependem diretamente da energia elétrica para manter suas atividades. O vereador relatou ainda os transtornos em prédios comerciais sem elevador durante as quedas de energia, mencionando situações envolvendo gestantes, idosos e pacientes que precisam subir vários andares de escada. “Energia elétrica é um produto essencial. Não podemos tratar isso como algo secundário”, pontuou, cobrando mais planejamento da concessionária responsável.
Por fim, Carlos José defendeu que eventuais manutenções programadas sejam realizadas em feriados ou fins de semana, com comunicação prévia à população. “Tem que haver compromisso com o povo”, concluiu, reforçando que a falta de energia gera prejuízos financeiros e compromete serviços essenciais, exigindo investimentos e maior responsabilidade por parte da empresa fornecedora.
Vereadora Terezinha Zanatta - Teba também falou sobre sucessão de apagões no município. Ela relatou que, após a falta de energia no Carnaval, buscou esclarecimentos junto à concessionária e cobrou providências. Conforme
explicou, há tratativas para viabilizar uma segunda linha de fornecimento, com reunião marcada com a Celesc e outras entidades do
setor. “A energia a gente paga, e não paga barato”, afirmou, defendendo mais segurança e redundância no sistema.
Terezinha também mencionou prejuízos ao comércio e transtornos à população, especialmente em situações de emergência, quando serviços de comunicação são afetados. Para ela, a repetição dos problemas tem gerado desgaste e sensação de impotência.
“Parece que a gente fica dando murro em ponta de faca”, desabafou.
Já o vereador Arcângelo De Noni - Caio disse que esses apagões prejudicam, e muito, também o setor agrícola.
Em seu pronunciamento no legislativo ele sugeriu que a Câmara envie ofício às operadoras de telefonia para discutir falhas no sinal de celular, durante falta de eletricidade. A proposta é convidar representantes das empresas para explicar quais investimentos são necessários para ampliar a cobertura no município.
Por fim, Caio destacou a preocupação com oscilações no fornecimento de energia elétrica, especialmente no setor agrícola. Ele lembrou que a avicultura e o cultivo de fumo estão entre as principais fontes de arrecadação local e dependem diretamente de energia estável.
“A gente sente na pele quando falta luz”, afirmou.




