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Tidinho defende revisão de pacto com Longarone


O debate em torno do chamado “Decreto Tajani”, aprovado recentemente na Itália, ganhou força também em Urussanga. Após a manifestação do prefeito de Pedras Grandes, que criticou a medida italiana e sugeriu rever os pactos de irmandade entre municípios catarinenses e cidades italianas, o vereador Erotides Borges Filho (UB) manifestou-se em apoio à iniciativa, durante sessão na Câmara de Vereadores.

Segundo Borges, a posição do colega prefeito reflete um sentimento legítimo de indignação com o teor do decreto, que impôs restrições à concessão de cidadania italiana para descendentes de imigrantes fora da União Europeia. “Eu entendi a posição dele. Acho que Urussanga também deveria rever esse pacto que temos com Longarone. O respeito precisa ser mútuo”, afirmou o vereador, destacando que a relação entre os municípios deve ir além de simples intercâmbios protocolares.

Para o parlamentar, a manutenção do pacto faz sentido apenas se houver reconhecimento efetivo da contribuição dos descendentes de italianos no Brasil. “Não faz sentido manter esse pacto unicamente para ir visitar Longarone ou receber visitantes de lá. O respeito pelos nossos antepassados deve ser mantido, independente do que tenha acontecido. Precisamos criar um fato novo, algo que mostre o quanto esses migrantes trabalharam, sofreram e tiveram resiliência para preservar a cultura ítalo-brasileira”, defendeu.

Borges também relatou um exemplo pessoal para ilustrar as consequências práticas do decreto. “Meu filho tem dupla cidadania e eu não. Hoje, se eu quisesse morar na Itália com ele, não poderia. Isso acaba rompendo traços familiares”, lamentou.

O vereador ressaltou ainda que outros municípios com acordos semelhantes deveriam aproveitar o momento para promover uma reflexão conjunta. “Acho que os demais municípios que têm esse pacto poderiam se unir e usar esse estreitamento com a Itália para forçar um novo entendimento. Se não quiserem conceder o passaporte, que ao menos compreendam que nós, filhos de italianos — e mais de 100 milhões de descendentes espalhados pelo mundo —, merecemos respeito”.

A declaração de Erotides Borges soma-se a um coro crescente de lideranças do Sul catarinense que pedem reconsideração do governo italiano quanto às novas regras. O chamado “Decreto Tajani”, que limita o reconhecimento da cidadania jus sanguinis (por descendência), vem sendo alvo de críticas por parte de comunidades ítalo-brasileiras, que veem na medida uma quebra simbólica dos laços históricos e culturais entre os dois países.

 
 
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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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