Sexta é Dia do Nome Diferente
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 10 horas
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Djidjo, Bepi, Toni, Nico, Nina, Beti ou Tilinha certamente são formas carinhosas de substituir um nome que foi registrado em cartório para definir uma pessoa.
Apelidar alguém com diminutivos de seu nome ou pelo que torna essa pessoa peculiar perante a comunidade, é algo muito comum e histórico na cultura brasileira.
Mas nessa sexta-feira 13/02 é um outro comportamento que ganha visibilidade : o de colocar nomes diferentes nos filhos.
O nome é uma das primeiras formas de identidade e, muitas vezes, ele carrega consigo expectativas, memórias familiares e até marcas sociais. Ter um nome “diferente” pode ser motivo de orgulho para alguns e de desconforto para outros. E, embora essa data não seja oficializada por lei, é essa reflexão que busca evidenciar.
Vale ressaltar que há legislação limitando que pais registrem em cartório, nomes que possam constranger ou trazer problemas para seus filhos. Mesmo assim, muitos são os que buscam uma identidade única com nomes “originais”.
Segundo reportagem veiculada na revista Exame, a Associação dos Notórios e Registradores do Brasil
divulgou, aind, em 2023, uma relação contendo os 50 nomes mais estranhos registrados no Brasil. Entre eles estão: Aeronauta Barata, Amável Pinto, Asteróide Silvério, Chevrolet da Silva Ford, Colápso Cardíaco da Silva, Dolores Fuertes de Barriga, Esparadrapo Clemente de Sá, Lança Perfume Rodometálico de Andrade, Napoleão Sem Medo e Sem Mácula, Necrotério Pereira da Silva, Oceâno Atlântico Linhares, Otávio Bundasseca, Pacífico Armando Guerra, Remédio Amargo, Renato Pordeus Furtado, Restos Mortais de Catarina, Rocambole Simionato, Universo Cândido, Vicente Mais ou Menos de Souza e Zélia Tocafundo Pinto.
Como o nome é um símbolo pessoal e social que nos conecta com nossa essência e aos outros, chega-se à conclusão de que há muitas pessoas que estavam descontentes com os nomes dados pelos pais.
Isso porque, segundo o IBGE, mais de 34 mil mudanças foram registradas em cartórios desde 2022, quando foi criada a lei permitindo esse tipo de alteração.
Então, se você tiver mais de 18 anos e achar seu nome feio ou inadequado com sua personalidade, pode ir ao Cartório de Registro Civil, levar documentos pessoais, pagar uma taxa e fazer a alteração. Mas pense bem antes, pois só pode ser mudado uma vez.










