Pedro : o jovem urussanguense que toca oito instrumentos musicais
- MARCIA MARQUES COSTA

- há 21 horas
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Palco, bandolin e talento unem Pedro de 14 e Hilbert de 94 anos

A música corre nas veias de Pedro Sartor Rossetti, um jovem de apenas 14 anos, morador do bairro Bela Vista, em Urussanga.
Dono de um talento raro e uma dedicação admirável, Pedro domina uma verdadeira orquestra de instrumentos: sanfona, violão, viola, craviola, bandolim, teclado, piano e Cajon.
Um repertório impressionante para quem começou a trilhar o caminho da música ainda na infância e que promete ir muito mais longe.
O gosto pelos acordes, segundo ele, é algo que vem de família. “Provavelmente é um dom”, diz o jovem ao acrescentar que “Do lado do meu pai, meus tios e o meu avô já tocavam viola e violão. Acho que vem daí”.
O incentivo familiar, aliado ao talento natural, foi o ponto de partida para um aprendizado que começou cedo. Aos oito anos, Pedro iniciou aulas de teclado com o professor Duda Trombin, e desde então, não parou mais. “Fiz três anos de teclado. Agora faço aula de violão e viola, e vou indo”, conta.
A versatilidade impressiona. Pedro toca tanto sozinho quanto em grupo. Ele participa do grupo de jovens Carla Coutes, ligado à comunidade do Bela Vista, e integra o grupo Xalón da Praça, onde divide o palco com Bruno Hilbert, um músico de 94 anos.
Juntos, os dois formam uma dupla singular: são os únicos em Urussanga que tocam bandolim. “É muito bonito ver a conexão entre eles, duas gerações unidas pela música”, comenta a mãe, Daniela Sartor Rossetti.

Daniela é o pilar de apoio e orgulho do filho. Ela conta que o envolvimento com a música começou como uma forma de terapia, mas rapidamente se transformou em paixão. “Ele entrou na música como terapia, que virou hobby. Hoje toca com alegria, com vontade. A sanfona, por exemplo, veio de um sonho do avô dele, que queria ver um neto tocando. Quando o Pedro ganhou o instrumento, foi uma emoção para toda a família”.
A rotina musical também se estende para fora de casa. Pedro costuma se apresentar em eventos comunitários, jantares dançantes e bailes, sempre que é convidado. Nessas ocasiões, leva consigo o mesmo entusiasmo que demonstra em cada ensaio e encontro musical.
Com um futuro promissor pela frente, o jovem artista tem planos definidos. “Pretendo um dia tocar em uma banda e viver da música”, afirma com convicção. E quem o conhece não duvida que o sonho se tornará realidade.
Enquanto isso, Pedro segue crescendo entre melodias e acordes, levando harmonia por onde passa e mostrando que o talento, quando cultivado com amor e apoio familiar, pode transformar um simples hobby em um verdadeiro legado musical.










