Meri diz: “Doença tem pressa, nós queremos saúde, não funerária"
- MARCIA MARQUES COSTA

- 18 de dez. de 2025
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Durante pronunciamento na tribuna do Legislativo Urussanguense, na terça-feira 16/12, a vereadora Rosimere Aparecida Mafra da Silva fez críticas à situação da Saúde Pública no município e cobrou providências imediatas do Executivo.
A vereadora afirmou que, apesar de a pauta ser recorrente, continuará trazendo o tema ao plenário enquanto não houver soluções concretas.
“Enquanto não estiver certo, eu vou falar”, declarou. Rosimere classificou o cenário da Saúde como alarmante e relatou dificuldades enfrentadas pela população usuária do SUS. Segundo ela, a falta de exames, especialmente os de alto custo, tem agravado quadros clínicos.
“A Saúde está um caos, nós estamos gritando”, afirmou, destacando que muitas doenças acabam sendo diagnosticadas tardiamente. Para a vereadora, saúde é urgência e não pode ser tratada com morosidade. “Doença tem pressa, nós queremos saúde, não funerária”, enfatizou.
A parlamentar também relatou uma experiência pessoal envolvendo a necessidade de transporte por ambulância para atendimento hospitalar da mãe. Conforme descreveu, houve desencontro de informações e negativa inicial de atendimento. “Desde quando a ambulância tem que ser privada?”, questionou, afirmando que pacientes não devem ser obrigados a justificar sua condição clínica para terem acesso ao serviço. Segundo ela, situações semelhantes têm sido frequentes, inclusive com necessidade de buscar ambulâncias em outros municípios. Outro ponto abordado foi a estrutura precária de Unidades de Saúde, especialmente o Centro de Especialidades do bairro da Estação. Rosimere informou que já buscou esclarecimentos junto ao Deplan sobre a execução
de recursos destinados à reforma do espaço, conquistados por ela.
“O dinheiro está ali, vamos nos movimentar”, cobrou. Ela também citou problemas como ausência de cortinas, plotagem nas portas e falta de ar-condicionado, o que, segundo disse, compromete o atendimento e o bem-estar de pacientes e profissionais. Encerrando a fala, a vereadora criticou a desorganização administrativa e o atendimento inadequado à população. Para ela, servidores devem tratar os cidadãos com respeito e preparo. “Nós já chegamos com dor, precisamos ser bem atendidos”, ressaltou. Por fim, agradeceu a todos desejando Boas Festas, reforçando a necessidade de consciência coletiva diante das demandas da população.










