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PIX representa cerca da metade dos pagamentos no comércio de Urussanga



Em poucos anos, o PIX deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma das principais formas de pagamento utilizadas pelos consumidores de Urussanga.

Do centro da cidade às comunidades do interior, a modalidade de transferência instantânea já responde por cerca de metade do faturamento de diversos estabelecimentos comerciais, mudando hábitos de consumo e reduzindo cada vez mais o uso do dinheiro em espécie.

A realidade é percebida por comerciantes de diferentes segmentos ouvidos pela reportagem do Panorama. Padarias, restaurantes, lanchonetes, mercados e até estabelecimentos tradicionais ligados à agricultura registram um crescimento constante dos pagamentos eletrônicos, principalmente pelo PIX.


Na tradicional Atafona Maestrelli, um dos empreendimentos mais antigos do município, o proprietário Derdy Maestrelli afirma que aproximadamente 50% do faturamento já é recebido por meio do PIX. Segundo ele, a mudança aconteceu de forma rápida e hoje faz parte da rotina dos clientes.

“Hoje praticamente metade dos recebimentos é feita por PIX. A pessoa compra um pão, um pedaço de salame, queijo, verduras, bolos ou qualquer outro produto e faz o pagamento pelo celular”, relata.

O comerciante destaca uma situação que simboliza como a tecnologia chegou até mesmo ao meio rural. Agricultores que levam milho para moagem na atafona, em vez de deixarem parte da produção como pagamento — prática conhecida antigamente como o “dízimo do atafoneiro” — preferem quitar o serviço via PIX e levar toda a produção para casa.

“É curioso ver o colono chegando com o celular na mão para pagar a moagem. Isso mostra como o PIX chegou até os lugares mais distantes do interior e passou a fazer parte da vida de todos”, comenta.



A facilidade também conquistou os consumidores. O cliente da atafona Jaison Meneghel afirma que praticamente abandonou o dinheiro em espécie.

“Hoje uso somente PIX e cartão.

Não preciso mais carregar carteira, basta ter o celular no bolso. Ficou muito mais prático”, afirma.




Na Barraca de Nes, localizada na Praça Anita Garibaldi, o proprietário Franck De Nes Michels estima que entre 45% e 55% das vendas sejam pagas por meios eletrônicos.

Segundo ele, o comportamento do consumidor mudou completamente. Hoje não existe mais valor mínimo para utilizar cartão ou PIX.

“As pessoas compram uma água ou até dois chicletes de um real e pagam com cartão ou PIX. Isso virou algo muito comum”, observa.

Apesar da modernização dos pagamentos, Franck ressalta que o comércio enfrenta um cenário econômico mais difícil nos últimos anos.

“Percebemos uma queda acentuada no movimento de forma geral, não apenas no meu estabelecimento, mas no comércio como um todo”, avalia.



No restaurante e lanchonete Papos e Tragos, o proprietário Anderson Coelho também calcula que cerca de metade das vendas seja realizada por PIX.

“Hoje acredito que aproximadamente 50% dos pagamentos são feitos por PIX. As pessoas praticamente não carregam mais dinheiro. Quando não é PIX, utilizam cartão de débito ou crédito”, explica.











A mudança no comportamento dos consumidores acompanha uma tendência nacional. A rapidez das transações, a praticidade de utilizar apenas o telefone celular e a segurança oferecida pelos meios eletrônicos fizeram com que o PIX deixasse de ser novidade para se tornar parte da rotina da população.

Em Urussanga, o cenário demonstra que a transformação digital chegou aos mais diversos setores da economia. Seja na compra de um simples pão, de uma garrafa de água, em uma refeição ou até no pagamento da moagem do milho na tradicional atafona, o dinheiro em espécie perde espaço para os meios eletrônicos, refletindo uma nova forma de consumir e movimentar a economia local.

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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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