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Cancelamento da Festa do Vinho gera manifestos no legislativo



Um dos assuntos que mereceram destaque na sessão legislativa desta semana em Urussanga foi o cancelamento da Festa do Vinho, que seria realizada no próximo mês de agosto.

Vereador Erotides Borges Filho - Tidinho, reafirmou sua posição favorável a modelos mais sustentáveis financeiramente. Segundo ele, os investimentos públicos em eventos devem ser cuidadosamente avaliados diante das crescentes demandas nas áreas de saúde e educação. O vereador também comparou os modelos de gestão da Festa da Uva, em Caxias do Sul, e da Oktoberfest, em Blumenau, defendendo uma reflexão sobre qual formato melhor se adapta à realidade financeira de Urussanga. Para ele, a discussão deve considerar custos, arrecadação e retorno para o município.


O vereador José Carlos José - Zé Bis abordou o cancelamento da Festa do Vinho, questionando aspectos administrativos e contratuais da decisão. Ele pediu esclarecimentos sobre a organização do evento, contratos firmados e possíveis ressarcimentos, além de destacar a importância cultural e econômica da festa para o município de Urussanga.


Já a vereadora Teresinha Zanatta - Teba, abordou o cancelamento da Festa do Vinho, classificando o evento como um patrimônio cultural e histórico de Urussanga.

Segundo ela, a edição deste ano havia sido organizada com maior antecedência, com a formação da Comissão Central Organizadora e planejamento prévio para execução do evento. A vereadora reconheceu dificuldades administrativas e financeiras do poder público, além de possíveis divergências internas na organização, mas afirmou que a decisão de cancelamento, tomada a menos de 50 dias da realização da festa, gerou impactos significativos na credibilidade do evento e no planejamento de diversos setores envolvidos.

Em outro ponto, Teresinha destacou os prejuízos econômicos causados pela decisão, mencionando comerciantes e entidades que já haviam investido em produtos e estruturas para o período da festa. Ela também criticou a falta de comunicação durante o processo, afirmando que rumores e incertezas se espalharam antes de um anúncio oficial.

Por fim, a vereadora ressaltou que não questiona a necessidade de cautela diante de possíveis eventos climáticos extremos, mas sim a condução do processo decisório. Zanatta afirmou ter protocolado requerimento solicitando informações sobre os gastos já realizados e defendeu mais transparência e planejamento para evitar prejuízos futuros ao município.


Vereador Ivan Vieira também se pronunciou e disse que a administração municipal se precipitou ao agendar o evento, que deveria ter avaliado sua condição financeira e o que os custos da festa faria no caixa da municipalidade.

Além disso, Vieira criticou a atuação da secretaria de cultura e turismo, afirmando que a escolha de uma secretária com tendência partidária da esquerda dificultou a venda de passaportes da festa nas empresas onde, em sua maioria, os proprietários são de direita. Criticou também a viagem feita a Portugal para vender vinhos e a viagem que será feita para a Itália nos 35 anos do Gemellaggio.

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Criado por Lady Cogumelo - Panorama SC

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